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Mulheres estupradas em hospital de Peruíbe, no litoral de SP, relatam ‘piadas’ de colegas após denúncias

Hospital de Peruíbe é desativado pela 2ª vez e deve passar por reforma

Determinação foi dada pela Vigilância Sanitária Estadual. Hospital deve passar por obras durante 120 dias.
Hospital de Peruíbe, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
Hospital de Peruíbe, SP, foi desativado nesta sexta-feira (29) (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Do G1 Santos e Região

O Hospital Municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo, foi desativado na noite desta sexta-feira (29) pela prefeita Ana Preto. A partir de agora, todos os serviços prestados no hospital serão atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Apesar de realizar cerca de 110 partos por mês na sua maternidade, a unidade, cujo prédio tem mais de 30 anos, terá que passar por uma reforma para voltar a atender pacientes. Essa determinação foi pactuada com a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.

A prefeita também determinou que o quadro de enfermeiros, médicos e técnicos seja remanejado para a UPA. A Administração Municipal tem 15 dias para remover os pacientes e o hospital estará em obras por até 120 dias.

Essa é a segunda vez que o Hospital Municipal é interditado. Em 2012, a unidade foi fechada por problemas de higiene, ausência de médicos e precariedade estrutural.

Hospital de Peruíbe é desativado por 120 dias. Estado removerá pacientes

Da assessoria

A Prefeita de Peruíbe, Ana Preto, determinou agora à noite (29), a desativação total do Hospital de Peruíbe.

Todos os serviços prestados no Hospital Municipal serão atendidos no UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Apesar de realizar cerca de 110 partos por mês na maternidade, o prédio que tem mais de 30 anos, necessita de reforma para atender os pacientes.

Essa determinação foi pactuada com a Vigilância Sanitária do Estado e desta forma o Estado se torna responsável pelos que necessitam de transferência do Município.

A Prefeita também determinou que o quadro de enfermeiros, médicos e técnicos, seja remanejado para o UPA.

O Estado tem 15 dias para remover os pacientes e o Hospital estará em reforma por até 120 dias.

Prefeitura de Itanhaém quer Pronto Atendimento em Hospital Regional

Hospital Regional Jorge Rossmann está sendo ampliado, mas ainda não contempla uma unidade para atendimento emergencial
Foto: Divulgação/PMI
A Prefeitura de Itanhaém quer Pronto Atendimento em Hospital Regional

Da Reportagem do Diário do Litoral

Em reunião do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira (Consaúde) realizada na manhã desta sexta-feira (31), na Cidade, o prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes, defendeu a implantação de um serviço de pronto atendimento no Hospital Regional Jorge Rossmann. Atualmente o complexo hospitalar está tendo sua estrutura ampliada, mas ainda não contempla uma unidade desse tipo de atendimento emergencial.

O encontro aconteceu no Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes (CMTECE), no Centro. Esta foi a primeira reunião do consórcio e a primeira vez que o evento ocorreu em Itanhaém.

O Consaúde responde pela gestão administrativa do Hospital Regional, reunindo representantes de 24 cidades do Vale do Ribeira e do Litoral Sul. O chefe do Executivo itanhaense aproveitou a oportunidade para solicitar que o Consaúde avalie a possibilidade de incluir o projeto do pronto atendimento na obra do Hospital.

“O Município está prestes a inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento no Jardim Sabaúna. Mas seria essencial que o Hospital também passasse a oferecer esse tipo de serviço, complementando o atendimento que o setor de saúde presta para a população”, destacou Marco Aurélio.

O presidente do Consaúde e prefeito de Pedro de Toledo, Sérgio Miyashiro, disse que a obra de ampliação vai proporcionar um aumento nas especialidades médicas e leitos. “Na verdade, consideramos o Hospital de Itanhaém como um ponto estratégico. Não por acaso, o Governo do Estado está ampliando a sua estrutura atual”.

Depois da reunião no CMTECE, os membros do Consaúde visitaram as obras de ampliação do Hospital Regional Jorge Rossmann, no Centro. O novo Hospital Regional aumentará em 155% sua capacidade de atendimento em relação a atual estrutura, chegando a 240 leitos, dos quais 60 estarão sob cuidados intensivos (20 leitos de UTI Neonatal, 10 leitos de UTI Infantil, 20 leitos de UTI Adulto e 10 de Unidade Semi-Intensiva). A estrutura de concreto do novo prédio já começou a ser erguida. E a estrutura antiga será totalmente reformada e modernizada pelo Governo do Estado.

Além do prefeito Marco Aurélio, participaram da reunião os prefeitos de Jacupiranga, José Cândido Macedo; de Juquiá, Mohsen Hojeiji; e de Tapiraí, Araldo Todesco. As demais cidades integrantes do consórcio enviaram representantes.

Em reunião na secretaria de Saúde do Estado, Ana Preto apresenta projeto de novo Hospital Municipal

A capacidade da unidade de saúde é para 100 leitos. Projeto será analisado pelo Estado

Foto: Divulgação

A prefeita de Peruíbe, Ana Preto, apresentou nesta segunda-feira (9) o projeto do novo Hospital Municipal ao secretário estadual de Saúde, David Uip. O equipamento será construído atrás da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com capacidade para abrigar 100 leitos, dois pavimentos e mais o térreo. A obra está orçada em R$ 12,5 milhões, sendo, que desse total, R$ 7,5 milhões já foram liberados pelo Governo estadual. A Administração está pleiteando mais R$ 5 milhões para a realização da obra.

“O Secretário de Saúde tem dado uma atenção especial ao nosso projeto, que é a construção de um hospital moderno e bem equipado para garantir um atendimento de qualidade aos moradores de Peruíbe. O meu compromisso é continuar batalhando por recursos para viabilizar esse e outros projetos na área da Saúde, que certamente é uma das prioridades desta Administração”.

O encontro foi realizado nesta segunda-feira (9), na Capital Paulista, com a presença de todos os prefeitos da Baixada Santista.

Prefeitura de Peruíbe
Assessoria de Comunicação 
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Hospital de Peruíbe recebe verba para reforma emergencial

Créditos: Cláudio Vitor Vaz
A verba enviada pelo órgão estadual será suficiente para a realização de uma reforma emergencial

Victor Miranda, em A Tribuna

A pressão feita ao Departamento Regional de Saúde da Baixada Santista (DRS-4) surtiu efeito e a Prefeitura de Peruíbe não deve mais fechar o Hospital e a Maternidade Municipal. O órgão estadual enviará aporte financeiro, que será suficiente para a realização de uma reforma emergencial, enquanto o Município aguarda a liberação de R$ 5 milhões para construir um novo hospital.

No último dia 2, A Tribuna publicou entrevista em que o secretário de Planejamento e de Governo de Peruíbe, Paulo Henrique Siqueira, dizia que a o fechamento dos dois equipamentos era quase inevitável, já que as condições físicas e de pessoal de ambos estavam longe do ideal.

O problema era ainda mais latente no hospital, que em 2012 chegou a ser interditado por problemas sanitários.

Na última sexta-feira, o diretor do DRS-4, Marco Botteon, reuniu-se com Siqueira e manifestou a intenção de auxiliar o Município. “Ele se sensibilizou com a situação e ficou preocupado com o fechamento do hospital. De imediato, ficou definido um repasse de R$ 150 mil para fazer os reparos sanitários”, conta o secretário.

Ainda segundo ele, essa verba será necessária para fazer os primeiros reparos emergenciais no equipamento de saúde, com o aval da Vigilância Sanitária.

Além disso, o DRS-4 teria se comprometido a liberar aproximadamente R$ 50 mil para aquisição de um novo foco de luz cirúrgico, uma vez que o existente hoje no hospital fica em constante manutenção.

O terceiro ponto da parceria deve ser oficializado na próxima semana, mas consiste no reforço de pessoal na unidade.

Em um acordo envolvendo o Hospital Regional de Itanhaém, o DRS-4 devem disponibilizar também dois médicos: um clínico-geral especializado em gestão hospitalar e um cirurgião. Ambos passarão a atuar em Peruíbe, tendo os custos assumidos pelo Estado.

“Como contrapartida, vamos manter em funcionamento a Maternidade, além do restante do corpo clínico do hospital”, explica. Ainda conforme Siqueira, o apoio em pessoal pode chegar a R$ 250 mil por mês. “Valor que ficava complicado de o Município assumir”.

Emergencial

Apesar dos avanços, a Prefeitura reitera que tais medidas são apenas eficazes em caráter emergencial. A solução definitiva apontada pelo Município segue sendo a construção de um novo hospital. Para isso, cabe ao Governo do Estado liberar um novo aporte de R$ 5 milhões para serem somados aos R$ 7 milhões anunciados antes.

UFPB fará novo concurso em 2014. Hospital terá atenção especial

UFPB fará novo concurso em 2014Do Portal pbagora

A Universidade Federal da Paraíba (UFB) fará concurso público no próximo ano. As informações foram confirmadas nessa terça-feira (06), pela reitora da instituição, professora Margareth Diniz (foto), no programa ’27 Segundos’, exibido na RCTV. Ela anunciou que vai contratar novos servidores para atividades técnico-administrativas.

Margareth disse que há muitos profissionais que estão se aposentando e, por isso, há a necessidade de abrir concursos para preencher as vagas que vão surgir. “De acordo com um decreto estabelecido pelo Governo Federal em 2010, vagas poderão ser abertas e preenchidas através de concursos públicos em casos de morte e aposentadoria de servidores de cargos administrativos. Vamos contratar novos profissionais em 2014 porque há muitos colegas que estão se aposentando”.

Hospital

Quanto ao Hospital Universitário Lauro Wanderley, que teve as cirurgias eletivas suspensas em julho deste ano, a reitora reconhece que há graves problemas na unidade, como carência de profissionais e escassez de insumos. Contudo, lembra que vai fazer concurso para ampliar o quadro do HU e já solicitou R$ 2 milhões em Brasília só para compra de materiais.

Segundo ela, equipamentos de última geração que estavam guardados na caixa há mais de três anos serão ativados. “O HU terá equipamentos de ressonância, tomografia, três raios X teleguiados e dois mamógrafos. Com relação às cirurgias, apenas as eletivas foram suspensas, mas as que precisam ser feitas sob urgência ou emergência continuam normalmente. Já estamos resolvendo os problemas com as cirurgias eletivas e elas deverão ser reativadas na próxima semana. Uma das medidas adotadas para normalizar o atendimento é a reorganização do quadro interno de anestesistas, que nós já estamos executando”, enfatizou.

As dificuldades identificadas no HU também são alvos de reclamações por parte dos alunos. O estudante de medicina Renato de Sousa diz que “falta material, sempre há uma máquina importante quebrada, existem poucas vagas para atender a todas as necessidades do hospital e às vezes faltam exames laboratoriais que são importantíssimos”.

O estudante de medicina Daniel Uchôa também concorda que o HU enfrenta graves dificuldades, mas acredita no trabalho da reitoria e entende que há burocracias que precisam ser vencidas até que tudo se resolva. “A reitora já mostrou que está mudando essa situação, porém, nada se resolve tão fácil; conhecemos bem a burocracia, mas acredito que ela possa realizar mudanças satisfatórias durante a gestão”.

Obras inacabadas

Durante a entrevista, a reitora explicou como está trabalhando para acelerar a conclusão das 180 obras da instituição que estão inacabadas. Margareth explicou que não são somente aquelas que estão inacabadas, mas muitas que foram entregues e estão com problemas na estrutura ou estão inativas por falta de equipamentos. Ela promete acelerar os procedimentos para que todas as construções sejam concluídas e que a UFPB amplie a funcionalidade das instalações até o próximo ano. “Infelizmente não será possível terminar e corrigir as 180 obras que estão paralisadas, inacabadas ou vão necessitar correções até o final deste ano. Vamos correr para que o maior número possível seja resolvido ainda em 2013, mas só em 2014 que todos esses problemas com obras serão resolvidos”, disse.

O estudante Daniel Uchoa reclama das obras inacabadas e daquelas que estão prontas, mas apresentam falhas ou se tornaram ineficientes devido à falta de equipamentos. “São muitas construções que não terminam e algumas estão prontas, mas não têm utilidade porque os locais estão vazios, sem materiais”. Para o aluno Renato de Sousa, a estrutura física é muito boa. “As salas têm ar-condicionado, cadeiras confortáveis, um espaço bastante adequado. Entretanto, em outros centros mais antigos, não há toda essa qualidade nos espaços”, observa.

Bolsas

Segundo a reitora, no Nordeste, a UFPB, que é a que mais oferece bolsas em diversas modalidades em pesquisa e extensão, é a instituição ultrapassa o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Os valores das bolsas foram unificados para evitar a migração de alunos. “Para iniciação científica, são 505 bolsas oferecidas pela UFPB e 495 ofertadas pelo CNPQ. Ainda há o Programa de Melhoria de Ensino Médio, que, junto com o Governo do Estado, disponibiliza 400 bolsas para que universitários trabalhem auxiliando professores do ensino básico”, disse.

A reitora ainda acrescentou que há 430 bolsas de extensão e outro número significativo de bolsas de monitoria. “Todas estão com valor de R$ 400,00 para evitar que os alunos mudem de projetos buscando valores mais altos e atrapalhando o andamento das pesquisas”, afirmou.

O estudante Renato diz que “a bolsa de iniciação científica realmente é algo bem interessante na universidade porque permite adquirir a experiência de participar em pesquisas sérias e realmente funciona, dependendo do orientador envolvido. O valor de R$ 400,00 funciona mais como um incentivo”.

Liberação de verbas

Margareth Diniz conclui afirmando que conseguiu a liberação de R$ 10 milhões que estavam bloqueados devido às irregularidades identificadas na Fundação José Américo em gestões anteriores e mais R$ 22 milhões junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia, com o desarquivamento de processos relativos áa Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal da Paraíba (Funape), sem prejuízos financeiros para a instituição.

Itanhaém – Filho morre com suspeita de dengue e pai acusa hospital de descaso: ‘Aqui a gente é lixo’

Jovem tinha sintomas de dengue hemorrágica, mas não foi internado. Prefeitura de Itanhaém, SP, diz que está investigando a morte.
Foto: Reprodução/TV Tribuna
Mãe de adolescente diz que houve demora na internação

Do G1 Santos e Região

Um adolescente de 17 anos morreu na manhã deste domingo (14) em Itanhaém, no litoral de São Paulo, com suspeita de dengue hemorrágica. A família alega que houve demora para que o jovem fosse internado no pronto-socorro da cidade, pois ele já apresentava vários sintomas da doença.

Segundo os familiares, Welisson Santana da Silva, morador do bairro Ivoty, sofria com convulsões desde criança. Na segunda-feira (8), ele estava com febre e procurou atendimento no Pronto-Socorro de Itanhaém. Os médicos diagnosticaram dengue, o medicaram, deram soro e o mandaram para casa.

Ainda de acordo com a família, o mesmo procedimento se repetiu nos dois dias seguintes até que, na quinta-feira (11), o exame apontou que Welisson tinha menos de 100 mil plaquetas. O adolescente reclamava de fortes dores abdominais e começou a vomitar, alguns dos sintomas de dengue hemorrágica.

Foto: Reprodução/TV Tribuna
Pai de Welisson está revoltado com a morte do filho.

Rosana Aparecida Santana, mãe de Welisson, conta que os médicos só decidiram internar o jovem quando o quadro clínico já era bem grave. “Eles mandaram meu filho para casa e me disseram que, se ele ficasse branco, era para eu levá-lo de volta para o hospital, porque era dengue hemorrágica. Quando deu entrada na UTI, já era tarde”, lamenta.

No sábado (13) à noite, Welisson Santana da Silva foi transferido do pronto-socorro para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Itanhaém, onde veio a falecer no domingo pela manhã.

O pescador Bruno Fernandes da Silva, pai do adolescente, está revoltado com o que aconteceu. “Isso é uma pouca vergonha, não só por causa do meu filho, mas por todo mundo que passa por essa situação. Aqui a gente é lixo. Nós não temos dinheiro para pagar médico particular, por isso procuramos o pronto-socorro, e acontece isso.  A gente não é nada”, desabafa o pescador.

Em nota, a Prefeitura de Itanhaém afirma que aguarda o resultado da coleta de sangue que foi solicitado junto ao Serviço de Investigação de Óbito (SVO), do Instituto Adolf Lutz, para que seja informada a causa da morte. A Prefeitura informa ainda que, quando o paciente apresentou sintomas graves, foi internado no Pronto Socorro Municipal e encaminhado a Central de Regulação de Vagas para internação hospitalar.

Demanda de outras cidades lota maternidade de hospital em Itanhaém. Peruíbe normaliza serviço

Créditos: Adalberto Marques/Arquivo AT
Foto de arquivo mostra a fachada do hospital

De A Tribuna Online

Quem precisou de uma vaga no Hospital Regional de Itanhaém (HIR), no Centro da Cidade, enfrentou dificuldades na manhã desta sexta-feira.

O frentista Nilton Andrade da Silva chegou ao hospital com a esposa, grávida de 9 meses, pouco depois das 6 horas. Por volta das 12 horas, ela continuava sentindo fortes contrações mas não era internada por falta de leitos na maternidade. “Ela está com contrações desde manhã e não consegue internar para ter a criança. É um absurdo”, desabafa o pai.

Segundo Silva, no início da manhã desta sexta-feira pacientes que aguardaram durante a madrugada por uma vaga já lotavam o hospital. Funcionários disseram que é muita gente para ser atendida”, diz.

A informação dada ao frentista é confirmada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ribeira (Consaúde), gerenciador do HRI. O Consaúde informou que com o fechamento da maternidade de Mongaguá e, anteriormente, de Peruíbe, toda a demanda por serviços de partos, maternidade, serviço a gestantes e recém nascidos da região foi deslocado a Itanhaém, o que acarretou um aumento desse serviço na maternidade do HRI.

Em nota, o Consaúde  informa ainda que quem procura atendimento neste setor tem se deparado, há aproximadamente 2 meses, com uma maior morosidade na prestação do serviço médico ou mesmo a falta de leitos. A demanda chega a triplicar em feriados e finais de semana.

Solução

Ainda segundo o Consaude, para solucionar a situação, gestantes não atendidas no HRI serão encaminhadas para outras unidades, como é o caso de Peruíbe, que restabeleceu o serviço. “Trata-se de um caso atípico (…). Em breve a situação do serviço estará normalizado em toda a região, já que esforços nesse sentido estão sendo discutidos pela secretaria de Estado da Saúde, Consaúde e Departamento Regional de Saúde de Santos”, diz a nota.

Prefeitura de Peruíbe reinaugurou Hospital nesta terça-feira

Unidade reaberta nesta terça-feira (15) estava fechada desde outubro passado.
Foto: Divulgação
A prefeita Ana Preto reinaugurou a ala semi intensiva do Hospital Municipal

Da Reportagem do Diário do Litoral

Na tarde de desta terça-feira (15), a prefeita Ana Preto reinaugurou a ala semi intensiva do Hospital Municipal, que passou por reforma e recebeu novos equipamentos.

A unidade de saúde estava interditada pela Vigilância Sanitária do Governo do Estado desde 15 de outubro do ano passado, quando foram detectados vários problemas de infraestrutura, de higiene e falta de médicos.

Com 31 novos leitos que atenderão a parte clínica e semi intensiva, além dos 16 leitos de pediatria e 18 leitos de maternidade, totalmente reformados e em condições de atender a demanda médica da população, o Hospital Municipal foi reaberto ontem.

As melhorias não foram restritas a infraestrutura. A prefeita também deu as boas vindas à nova equipe médica, que recebe o reforço de plantonistas, sendo um clínico, um pediatra, dois obstetras e um anestesista.

“Nossa preocupação é melhorar a estrutura dos espaços de atendimento médico e, principalmente, aumentar nosso quadro de médicos e auxiliares. Temos agora um setor de qualidade, com equipamentos e uma equipe de ponta para atender adequadamente a população”, enfatiza Ana Preto.

Os setores terão condições de abrigar todas as internações que são transferidas após atendimento no UPA, unidade que continuará sendo o primeiro acolhimento aos pacientes.

Nascimento

Após a entrega das melhorias do Hospital Municipal, a prefeita pôde acompanhar o primeiro parto realizado na maternidade após a nova adequação. Evelyn, que nasceu às 17h51, desta terça, parto normal, simbolizou o início de um novo ciclo ao hospital.

“Foi uma coincidência boa. Não estava programado o nascimento da Evelyn e logo que soube quis prestigiar e trazer meu carinho a esta família. Sempre é muito emocionante o nascimento de uma criança, mas foi gratificante receber a Evelyn em um momento especial, em que conseguimos trazer as melhorias tão esperadas para o Hospital”, relatou a Prefeita. Durante todo o parto, realizado pelo obstetra Dr. Rubens, Ana esteve ao lado da mãe Gabriela Martinez que deu a luz a seu primeiro filho.

Ambulâncias

A prefeita também realizou uma visita técnica a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para acompanhar de perto o atendimento na unidade, apresentar a nova equipe médica e entregar duas novas ambulâncias equipadas com UTI. Com as novas unidades móveis, o município passa a ter nove veículos em plenas condições de atendimento.

Em duas semanas de governo Prefeitura reinaugura Hospital, entrega novas ambulâncias e nova equipe médica

A prefeita Ana Preto prioriza a Saúde de Peruíbe e melhorias já são notáveis. Unidade reaberta ontem (15) estava fechada desde outubro passado
Crédito de foto: Divulgação PMP
A prefeita Ana Preto tem o privilégio de receber a pequena Evelyn das mãos do Dr. Rubens, médico que realizou o primeiro parto após a reinauguração do hospital municipal

Da Assessoria de Comunicação da PMP

Com apenas 15 dias à frente da Prefeitura Municipal, a prefeita Ana Preto tem realizado diariamente melhorias em todos os setores públicos, porém o destaque está voltado a Saúde. Na tarde de ontem (15), a prefeita reinaugurou a ala semi intensiva do Hospital Municipal que passou por reforma e recebeu novos equipamentos.

A unidade de saúde estava interditada pela Vigilância Sanitária do Governo do Estado desde 15 de outubro do ano passado, quando foram detectados vários problemas de infraestrutura, de higiene e falta de médicos.

Com 31 novos leitos que atenderão a parte clínica e semi intensiva, além dos 16 leitos de pediatria e 18 leitos de maternidade, totalmente reformados e em condições de atender a demanda médica da população, o Hospital Municipal foi reaberto ontem. As melhorias não foram restritas a infraestrutura. A prefeita também deu as boas vindas à nova equipe médica, que recebe o reforço de plantonistas, sendo um clínico, um pediatra, dois obstetras e um anestesista.

“Nossa preocupação é melhorar a estrutura dos espaços de atendimento médico e, principalmente, aumentar nosso quadro de médicos e auxiliares. Temos agora um setor de qualidade, com equipamentos e uma equipe de ponta para atender adequadamente a população”, enfatiza Ana Preto.

Os setores terão condições de abrigar todas as internações que são transferidas após atendimento no UPA, unidade que continuará sendo o primeiro acolhimento aos pacientes.

Nascimento

Após a entrega das melhorias do Hospital Municipal, a prefeita pôde acompanhar o primeiro parto realizado na maternidade após a nova adequação. Evelyn, que nasceu às 17h51, de ontem (15), parto normal, simbolizou o início de um novo ciclo ao hospital: “Foi uma coincidência boa. Não estava programado o nascimento da Evelyn e logo que soube quis prestigiar e trazer meu carinho a esta família. Sempre é muito emocionante o nascimento de uma criança, mas foi gratificante receber a Evelyn em um momento especial, em que conseguimos trazer as melhorias tão esperadas para o Hospital”, relatou a Prefeita. Durante todo o parto, realizado pelo obstetra Dr. Rubens, Ana esteve ao lado da mãe Gabriela Martinez que deu a luz a seu primeiro filho.

Crédito de foto: Divulgação PMP
Equipe e profissionais da saúde com a prefeita Ana e vice Nelsinho: muita garra e vontade de transformar a saúde de Peruíbe em modelo.

Ambulâncias

A prefeita também realizou uma visita técnica a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para acompanhar de perto o atendimento na unidade, apresentar a nova equipe médica e entregar duas novas ambulâncias equipadas com UTI. Com as novas unidades móveis, o município passa a ter nove veículos em plenas condições de atendimento.

Hospital de Peruíbe é interditado pela Vigilância Sanitária Estadual

Vigilância do Governo Estadual decretou interdição a partir de segunda-feira. Inspeção detectou problemas de infraestrutura, higiene e falta de médicos.

Do G1 Santos e Região

O Hospital Municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo, vai ser interditado nesta segunda-feira (15). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11), pelo Centro de Vigilância Sanitária do Governo do Estado, depois de uma vistoria feita nesta quinta-feira no hospital.

Durante a inspeção, foram detectados vários problemas de infraestrutura, de higiene, além da falta de médicos. Enquanto durar a interdição, os pacientes que precisarem de internação serão encaminhados ao hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, ao hospital regional de Itanhaém e ao hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

Os atendimentos de emergência serão feitos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), recentemente inaugurada na cidade. Segundo a secretaria, o hospital só será liberado para o atendimento depois que cumprir todas as normas da vigilância sanitária.

A secretaria estadual ressalta que não houve desativação da unidade, e sim uma interdição com caráter exclusivo de saúde pública, visando preservar os pacientes.

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Milena Bargieri: “Nosso hospital terá 100 leitos”

Créditos: Davi Ribeiro
Milena Bargieri tenta ser a primeira chefe do Poder Executivo do Município a se reeleger

Thiago Macedo, em A Tribuna

Filha do ex-prefeito Gilson Bargieri, Milena Bargieri (PSB)tenta ser a primeira chefe do Poder Executivo de Peruíbe a se reeleger. Desde que a reeleição passou a valer no Brasil, a cidade nunca teve um prefeito que ficou por dois mandatos consecutivos. Aos 34 anos, ela aponta as principais conquistas de seu governo e revela quais serão as suas prioridades em um eventual segundo mandato.

A Saúde é uma das áreas que mais recebem reclamações. Se reeleita, qual a primeira medida que irá tomar para melhorar o atendimento prestado à população? 

Nós pegamos uma Cidade com a taxa de mortalidade infantil acima da média do Brasil. E nós conseguimos diminuir bastante. Construímos um AME (Ambulatório de Especialidades Médicas). Dentro de alguns dias, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) será entregue. Estamos comprando aparelhos de tomografia e construindo o nosso primeiro hospital. Será maior que o Hospital de Itanhaém, que tem 76 leitos. O nosso terá 100. Reformamos e ampliamos quatro postos de saúde. Implantamos um novo posto e vamos abrir outro. Implantamos o Samu. Compramos oito ambulâncias, sendo duas UTIs. No meu próximo mandato eu quero fortalecer a prevenção. Não adiantava falar só em prevenção se nós não tínhamos o básico de infraestrutura na Saúde.

Bairros da periferia ficam totalmente alagados em dias de chuva. O que a senhora irá fazer para solucionar ou minimizar esse problema?

Temos feito um trabalho muito forte de pavimentação, embora não esteja diretamente ligado à questão da enchente. Calçamos 340 ruas dos bairros periféricos e a nossa meta é calçar mais 600 nos próximos quatro anos. Vão ser mil ruas calçadas. Vai precisar de manutenção? Vai. Mas vai começar a sobrar gente e maquinário para ficar o tempo todo limpando canais e valas. Mas o grande projeto é o que nós apresentamos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, que é a macro e microdrenagem de toda a Cidade. Isso minimizará muito o problema das enchentes. O projeto é orçado em R$ 157 milhões e já foram aprovados R$ 40 milhões.

A Segurança Pública é uma área de competência do Estado, mas muitas cidades têm criado guardas municipais. A senhora tem planos para criar uma guarda? 

Conseguimos aumentar o efetivo da PM em uma média de 20 homens. Mas eu acredito que a Segurança Pública está ligada à questão social. Investindo em educação, habitação, geração de emprego e saúde você diminui a criminalidade. Nós investimos na implantação das câmeras de monitoramento. Já são 20. E neste ano vamos colocar mais dez. A nossa meta é instalar mais 40 nos próximos quatro anos. Também estamos trabalhando junto com a Câmara para efetuarmos mudanças da legislação e criarmos uma guarda municipal.

Em Peruíbe, o Turismo é uma área fundamental na geração de emprego e renda. Qual a proposta da senhora para essa área?

Eu acredito que não podemos contar só com o turismo da temporada. O grande desafio é fazer com que a Cidade tenha vida própria nos outros meses. Temos o complexo da lama negra, que é um potencial da Cidade. Nós temos investido muito no turismo esportivo. Já entregamos oito ginásios de esportes neste ano, e vamos entregar mais um. Também vamos entregar o Parque da Cidade, que terá piscina aquecida, ginásio de esportes, quadra a céu aberto, pista de corrida. Também queremos investir no turismo religioso, que é de qualidade, familiar.

Qual sua proposta para o funcionalismo público? 

Há 22 anos, o funcionalismo tinha o sonho de regulamentar a lei do Estatuto do Funcionário Público e do Plano de Carreira e isto foi feito por mim. Assim como o estatuto do magistério, que também já foi implantado. Nós criamos o cartão alimentação e boa parte dos funcionários já tem o seu. A nossa meta é expandir para todos.

Qual seu plano para atrair investimentos para a Cidade nos próximos anos?

Depois de dois anos e dois meses, conseguimos aprovar na Câmara a mudança da lei orgânica e uma lei de incentivos fiscais, que vai possibilitar que a Prefeitura doe áreas para indústrias não poluentes. Já temos algumas interessadas. Claro que terá um processo licitatório para doarmos essas áreas com o compromisso das empresas de que 85% da mão de obra contratada será da Cidade. Também conseguimos aprovar a liberação de recursos do Governo Federal para a construção de uma Etec para 1.200 alunos.

O que será feito na Educação?

Entregamos sete escolas novas. Reformamos e ampliamos outras 18. Implantamos em todas as escolas do Ensino Fundamental laboratórios de ciências, de matemática e de informática. Todas as escolas têm lousa digital. Nós criamos um programa de incentivo à leitura, onde todas as crianças da rede recebem, todos os anos, um kit de 12 livros. Já começamos a implantar o período integral nas escolas. 500 crianças estão no período integral, mas a nossa meta é que os 8 mil alunos da nossa rede municipal fiquem em período integral na escola.

Hospital Santo Antônio, de Juquiá, comemora mudanças estruturais e no atendimento

Do Diário de Iguape

Em apenas quatro meses, já se pode ser notar as mudanças no Hospital Santo Antonio, em Juquiá, que no mês de setembro de 2011, passou a ser administrada pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Registro (APAMIR), que busca a cada dia oferecer mais conforto e qualidade no atendimento aos usuários da rede pública da Saúde e também gerencia o Hospital São João, e tem convênio com a Prefeitura de Registro, no gerenciamento do P.S e PSFs. As mudanças agradaram a todos, que passaram a ser atendidos com maior rapidez e mais eficiência, dentro de um ambiente agradável.

Para o aposentado Otaviano Barbosa, as mudanças estão trazendo a alegria de volta aos moradores, que há anos reivindicavam melhorias na saúde. “Desde que a APAMIR assumiu o nosso hospital, só estamos vendo coisas boas. Antes tudo era devagar, um lugar que dava medo, agora as coisas estão melhorando e a nossa alegria está voltando. Parabéns a APAMIR e a Prefeitura, por ter feita a escolha certa”.

As conquistas do primeiro trimestre de trabalho, em parceria com a Prefeitura Municipal de Juquiá, já gerou algumas mudanças, principalmente na estrutura física, como reformas e manutenção de equipamentos. Segundo o Presidente da APAMIR, Waldi Cordeiro, as mudanças são positivas: Equipe melhor preparada e maior suporte técnico. “Neste primeiro trimestre, já realizamos algumas mudanças, e podemos dizer que o saldo está positivo, mas ainda temos muito trabalho, para atender a todos com mais conforto. Este bom resultado também é digno da Prefeitura, que através do Prefeito Mercê, nos tem apoiado e nos dado toda assistência”.

De acordo com o Diretor Administrativo do Hospital Santo Antonio, Eudes Nicássio, as atividades desenvolvidas no primeiro trimestre, foram inúmeras dentre elas estão: Reforma e adequação interna do PS, ambulatórios, recepção, consultórios, sala de curativo e sutura, sala de emergência, farmácia central e satélite, sala de gesso, mortuário e sala de medicação, observações e SAME; Aquisição e manutenção de equipamentos; Contratação de empresa para retirada de Resíduos de Serviço de Saúde; e Realização de laudo de teste de controle de qualidade e blindagem Raios X. Passando para o Setor de Recursos Humanos, foram realizadas a contratação dos funcionários com adequação de cargos e salários de acordo com a categoria, também fornecimento de refeição para os funcionários (custo R$ 2,00), de (EPI) Equipamento de Proteção Individual e cestas básicas. Serviços como fiscalização, ajuda ao usuário e caixa de sugestões também foram implantados.

Devido às modificações, o número no atendimento médico também sofreu alterações. O número de consultas médicas que no mês de agosto tinha uma média de 3.900, saltou para cerca de 4.600, em dezembro.

Qualidade das refeições

Faltavam alguns minutos para o almoço e a aposentada Josefa Laurinete aguardava ansiosa a hora de fazer mais uma refeição no Hospital Santo Antonio, onde estava internada. A aposentada não hesitou em elogiar a alimentação fornecida pelo Hospital. “Já estive internada outras vezes neste Hospital, e a comida de hoje não se compara com a de antes. Hoje, a alimentação é uma delicia e tem de tudo que eu gosto, principalmente as sobremesas”, comentou com um sorriso largo.

Para assegurar uma boa alimentação e a satisfação dos pacientes, acompanhantes e funcionários, o novo Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do Santo Antonio está realizando algumas melhorias e ações imediatas para assegurar uma alimentação de qualidade aos usuários do sistema. A alimentação servida em todo o hospital é nutricionalmente completa.

Não só a alimentação recebeu atenção da nova gerência, a estrutura física da cozinha também. O refeitório recebeu nova pintura e novas adequações, foram realizadas a troca de janelas e vidros da cozinha, e novos utensílios foram adquiridos, além da reforma total do fogão industrial.

Para Prefeito Mercê, o sistema de saúde do município vem melhorando significativamente a cada dia. “Trabalhamos com transparência e dedicação, afinal a saúde é o nosso bem mais precioso, o patrimônio maior de cada um. Verdade é que muito ainda tende ser feito, obras, investimentos e melhorias, virão decorrente de um trabalho sério e de comprometimento com a população. É notável á mudança, e aos poucos, a população vem comentando sobre a qualidade do atendimento de saúde”, salientou o Prefeito, que destacou ainda, que a celebração do convênio com a APAMIR contribuiu substancialmente para melhoria do sistema de saúde do município.

Saúde de Peruíbe faz festa com carne e comida que deveriam ir para internados em hospital (veja o vídeo)

Entidade que denunciou os desvios afirma que quem “autorizou” entrega de carnes foi o ex-prefeito Gilson Bargieri, e pergunta: “A marmita do Tamada era de yakissoba?”

Da Redação

Denúncias seríssimas formulada pela Associação de Defesa da Cidadania e Meio Ambiente (ACIMA), e levantada pelo blogue “Boca de Rua” (veja aqui), e já protocolizada na Câmara Municipal e no Ministério Público escancaram mais um escândalo nas hostes da administração pública municipal. E mais uma vez envolvendo a Secretaria da Saúde que, ao que tudo indica, tinha razão em permitir que fossem remanejados os milhões de reais de seu orçamento para outro departamento da prefeitura, já que anda distribuindo carne e comida até para particulares e empresas privadas.

Conforme o representante da ACIMA afirmou à reportagem do programa policial “Na Mira”, da TV Vale das Artes, comandado pelo corajoso Cid Oliveira (veja o vídeo ao final desta matéria), a denúncia fora formulada por dois funcionários da Saúde que pediram para não serem identificados. Segundo o relato feito em 7 de junho passado, dias antes “uma senhora muito influente na cidade de nome Isabel ligou para o hospital e falou com o funcionário Claudionor, solicitando a este que entregasse cinco caixas de carne para alguém que ira até lá pegá-las”. Isabel teria dito a este funcionário que o pedido partira de Gilson Bargieri.

Gilson, que é pai da atual prefeita, já foi prefeito da cidade (2001-2004), e foi condenado pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa enquanto esteve à frente do Executivo municipal. Exonerado com base na Lei Municipal da Ficha Limpa (aprovada este ano pela Câmara e promulgada pelo Executivo), Gilson continua, ao que tudo indica, dando as ordens na prefeitura. Para Orlando Walter, da ACIMA, ele está servindo como “voluntário” dentro do Gabinete da prefeita, sua filha.

“Camionete particular e churrasco”

Pelo depoimento oferecido à entidade de defesa da cidadania pelos dois funcionários da Saúde, pouco tempo depois “uma funcionária do Gabinete da prefeita de nome Aline, chegou dirigindo uma camionete particular, e a ela foram entregues cinco caixas, contendo cerca de 60 quilos de carnes”. Ao que tudo indica, não houve registro de saída dessa mercadoria, e também se ficou sem saber qual era o destino das carnes.

Ao falar ao repórter Cristen Charles, do “Na Mira”, Orlando Walter sugere que a carne só pode ter ido para fazer um churrasco, já que ninguém até agora explicou onde foram parar as cinco caixas de carne que a funcionária do Gabinete da prefeita Aline pegou das mãos do funcionário da Saúde Claudionor: “Olha que 60 quilos de carne dá para fazer um senhor churrasco!”.

“Festa do marmitex”

E para não dizer que miséria pouca é bobagem, e aproveitando que o assunto é comida que deveria estar sendo servida para os doentes internados no hospital municipal, que todo mundo sabe serem no mais das vezes tratados como animais, a ACIMA engorda sua denúncia de desvio de comida na Saúde de Peruíbe, ao afirmar que o que se tem visto na cidade nos últimos meses não é mais do que uma “festa da marmitex”, onde marmitas “bem fechadinhas e cheinhas” estão saindo da cozinha do hospital municipal direto para outros departamentos da prefeitura, para os soldados que servem no “Tiro de Guerra” da cidade, e até – pasmem! – para funcionários de uma empresa particular que presta serviços de obras para a prefeitura.

A farta documentação levantada por Orlando Walter, da ACIMA, e Claudete Andreotti, do “Boca de Rua”, inclui dezenas de fotos com flagrantes do desvio de comida saindo diretamente da cozinha do hospital para alimentarem pessoas que não têm nada a ver com a Saúde.

Uma das secretarias mais beneficiadas como este privilégio parece ser mesmo a de “Defesa Social”, comandada pelo intrépido Marcelo Araújo Tamada, que mal lhe deram um cargo de comando na administração municipal, e já se imagina ser o “todo-poderoso”. Conhecido por suas “voadoras” que assustam até amigos, quem dirá desafetos, ao que tudo indica Marcelo Tamada era um dos que se fortaleciam com os nutrientes especiais aplicados nas marmitas que seguiam para a Guarda Municipal.

Mas, não satisfeito com as provas contundentes de Orlando Walter, o repórter do “Na Mira” provoca: “A marmita do Tamada seria especial? Tinha yakissoba nela?”.

“Denúncia evasiva”

A Câmara Municipal já recebeu a denúncia da ACIMA, e promete abrir uma Comissão Especial de Inquérito para investigar o caso. A matéria já foi inclusive lida para conhecimento dos vereadores, e o assunto da CEI deve entrar na pauta agora neste mês de agosto, passado o breve recesso parlamentar.

Para o vereador Toninho do Frango, no entanto, a matéria não deve prosperar. Segundo Orlando Walter, o vereador teria dito que se tratava de “denúncia evasiva” por não conterem nomes dos denunciantes. Orlando, no entanto, sustenta suas denúncias, e busca amparo na Constituição para preservar o sigilo da fonte das informações que recebeu.

Toninho do Frango, ou Antonio Francisco Ricardo, para refrescar a memória, foi presidente da Câmara, e está sofrendo processo na Justiça por ter tido suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, enquanto estava à frente do Legislativo municipal. Pelos prognósticos, deve ser condenado, e estará impedido de concorrer à reeleição no ano que vem.

Osep está fora do hospital e vira caso de polícia

O provedor da Santa Casa, Ciro Durighetto, explica a saída da Osep da Santa CasaPor Jornal Cidade Aberta, no News São Paulo

A Organização Social Educacional Paulistana (Osep), que administrava a Santa Casa de Osvaldo Cruz desde junho deste ano, não está mais a frente do único hospital público da cidade.

Na edição 794 (24 de setembro), o Jornal Cidade Aberta noticiou na coluna “Unha Encravada” que após uma reunião na promotoria ficou acordado que a Osep ficaria na cidade por mais 12 meses. Uma semana depois, o diretor-executivo da Ong, Querubim Faria e o provedor da Santa Casa, Ciro Durighetto, divergiram sobre a situação do pronto-socorro.

Para Faria é viável para a Santa Casa manter o pronto-socorro; já Durighetto afirma o contrário. “Eu já provei por “a” mais “b” que não dá. Se ele (se referindo ao diretor executivo da Osep) provar para mim que é viável manter o pronto-socorro eu provo que não é”, disse Durighetto na última entrevista concedida ao JCA.

Mesa decidiu pela saída da Ong

Passado os 90 dias pedidos pela Osep para a apresentação de um balanço, uma comissão que foi montada pela mesa diretora da Santa Casa acompanhou durante uma semana o relatório da Ong.

Na avaliação da comissão a situação do hospital não piorou e muito menos melhorou. “Se é para ficar na situação que estava, ficamos nós (mesa diretora)”, afirma Durighetto.
O provedor da Santa Casa afirma que o erro na Osep foi estipular o prazo de três meses para que fosse apresentado o balanço dos primeiros trabalhos. “A Ong fez uma plenária dizendo que em 90 dias a Santa Casa estaria dando lucro e nós duvidamos”, lembrou.

Além de não apresentar mudanças na administração a insatisfação de funcionários com a Osep também pesou na decisão. “Mexeram com funcionários na parte de enfermagem e as pessoas chegavam até mim, mas eu não tinha autonomia”, contou Durighetto.

O provedor da Santa Casa ainda faz um alerta às prefeituras que eram as responsáveis por efetuar os pagamentos. “Já que tinha dinheiro para pagar a Ong, a gente espera que tenha dinheiro para que possamos continuar a tocar o hospital”, disse.

Osep não quis assinar a rescisão

Desde o dia 1° de setembro a Ong estava sem presidente, já que em reunião com o prefeito e com o provedor da Santa Casa a ex-presidente da Osep, Roseni de Souza, apresentou uma série de motivos para justificar sua saída da entidade.

A partir daí, o diretor-executivo, Querubim Faria, ficou a frente dos trabalhos em Osvaldo Cruz. De acordo com Durighetto, no dia da rescisão contratual, no entanto, funcionários da Osep não queriam assinar o documento, já que Faria não estava na cidade.

“No dia da notificação, que foi afeita através do nosso jurídico, eles não quiseram assinar o rompimento (de contrato) alegando uma cláusula de rescisão de 30 dias”, explicou.

A cláusula, no entanto, não constava no contrato. “A Roseni já havia assinado um termo no contrato que qualquer uma das partes poderia romper a qualquer hora sem multa rescisória para ninguém”, salientou Durighetto.

Osep já pensava em deixar a Santa Casa

Sem muito clima para trabalhar, os próprios funcionários da Osep já cogitavam a rescisão de contrato com a Santa Casa de Osvaldo Cruz. “Para nós foi uma surpresa a tomada de decisão da mesa, mas como contratados entendemos a posição deles”, disse por telefone o diretor-executivo da Osep, Querubim Faria.

O diretor contou que a resistência encontrada dentro da Santa Casa atrapalhou o andamento dos trabalhos. “Isso fez com que o nosso grupo cometesse grandes equívocos e quando tentamos retomar o caminho certo, já era tarde de mais”, lamentou Faria.

O diretor conta ainda que a equipe da Osep estava passando por um desgaste emocional muito grande. “Na vida nós temos que trabalhar com prazer e quando começamos a nos violentar no trabalho precisamos ver o que está errado e foi isso que aconteceu com o nosso pessoal”, explicou Faria.

Caso de polícia

Na última sexta-feira, 8, a saída da Ong virou caso de polícia. Por volta das 12 horas uma comitiva da Osep esteve no 1° D.P onde registrou um boletim de ocorrência (B.O) alegando que a Ong foi “jogada para fora” da Santa Casa.

Em seguida, representantes da mesa diretora do hospital também foram registrar um B.O. alegando quebra de contrato por parte da Osep e preservação de direitos.

O diretor-executivo contradiz o provedor e afirma que o B.O. só foi feito porque a Osep não foi notificada da decisão. “Se eles (mesa da Santa Casa) tivessem nos notificados nós não iríamos questionar nada, até porque não viemos para tumultuar”, se defende Querubim.