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Terceira edição da live do prefeito Luiz Maurício, no Facebook, tem Secretário de Turismo, Esporte e Cultura como destaque

Veja a íntegra da primeira live do prefeito Luiz Maurício no Facebook. Promessa é para todas as quintas-feiras, no mesmo horário.

Prefeito Luiz Maurício conversa com o povo em sua primeira live no Facebook. É hoje, às 18h30. Não perca! Participe!

Justiça julga válida demissão com justa causa por ‘curtida’ no Facebook

Funcionário de concessionária de motos ‘curtiu’ post ofensivo à empresa. Juíza do TRT: ‘Fato é grave, posto que se sabe o alcance das redes sociais’

Versão gigante do ícone Curtir, popularizado pelo Facebook, é exibido na entrada da nova sede da rede social em Menlo Park, na Califórnia (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Versão gigante do ícone Curtir, popularizado pelo Facebook, é exibido na entrada da nova sede da rede social em Menlo Park, na Califórnia (Foto: Robert Galbraith/Reuters)

Helton Simões Gomes, do G1 Tecnologia e Games

Uma concessionária de motos do interior de São Paulo demitiu por justa causa um de seus funcionários porque ele “curtiu” no Facebook os comentários ofensivos à empresa e a uma das sócias da companhia. O rapaz acionou a Justiça e, na segunda-feira (22), o Tribunal Regional Trabalhista (TRT) considerou válida a decisão da empresa.

Após passar pela 1ª Vara do Trabalho de Jundiaí, primeira instância da Justiça do Trabalho, a ação chegou ao TRT da 15ª Região. A juíza relatora Patrícia Glugovskis Penna Martins considerou que “o fato é grave, posto que se sabe o alcance das redes sociais”. “Isso sem contar que o recorrente [o rapaz demitido] confirma que outros funcionários da empresa também ‘eram seus amigos’ no Facebook”, escreveu a magistrada em seu voto.

O caso ocorreu em Jundiaí (SP) em outubro de 2012. Então recepcionista da concessionária de motocicletas BM Motos, Jonathan Pires Vidal da Rocha “curtiu” a publicação de um ex-funcionário da loja. As mensagens ofendiam não só a empresa mas também uma de suas proprietárias –após pedido da companhia, o Facebook apagou a página.

Rocha ainda comentou a publicação. “Você é louco Cara! Mano, vc é louco!”, escreveu o rapaz, em uma sexta-feira. Na segunda-feira seguinte, depois de descobrir a atividade do funcionário na rede social, a empresa demitiu o rapaz por justa causa.

“A justa causa decorre do fato de que na rede social Facebook você compactuou com as publicações gravemente ofensivas à honra, integridade e moral da empresa BM Motos, de seus funcionários e da sócia, Dra. Daniela Magalhães, as quais foram inseridas pelo ex-funcionário Felipe Constantino”, afirmou a companhia ao funcionário para justificar a demissão.

Em depoimento, Rocha afirmou que publicou os comentários para desencorajar o ex-funcionário. “Pela forma escrita, parecem muito mais elogios”, rebateu a juíza relatora.

“Efetivamente as ofensas foram escritas pelo ex-funcionário [Constantino], no entanto, todas foram ‘curtidas’ pelo recorrente [Rocha], com respostas cheias de onomatopeias que indicam gritos e risos”, afirmou a juíza, em seu voto.

Ela, porém, concordou com o argumento da companhia de que Rocha endossou a postagem ofensiva ao “curtir” a publicação. “A liberdade de expressão não permite ao empregado travar conversas públicas em rede social ofendendo a sócia proprietária da empresa, o que prejudicou de forma definitiva a continuidade de seu pacto laboral, mormente quando se constata que seu contrato de trabalho perdurado por pouco mais de 4 meses”, escreveu.

Rocha ainda foi condenado a pagar uma multa R$ 17 mil por litigância de má fé –quando uma das partes tenta atrapalhar o andamento do processo. A pena, porém, foi retirada pela juíza do TRT. A defesa de Rocha afirma que não recorrerá da decisão, pois o prazo já venceu. Até a publicação dessa reportagem, os advogados da BM Motos não retornaram as ligações do G1.

Facebook usa técnica da GESTAPO para suspender cadastros

“Sua conta foi suspensa temporariamente – Foram detectadas atividades suspeitas em sua conta do Facebook e tivemos que suspendê-la temporariamente como medida de segurança. É possível que sua conta tenha sido suspensa como resultado da digitação de sua senha em um site parecido com o Facebook. Este tipo de ataque é uma fraude conhecida.”

Quem ainda não se deparou pelo menos uma vez com a mensagem acima ao tentar postar uma mensagem ou link externo no Facebook levante a mão! Você? Você também? Ah, e você também? Não duvido: eu também!

No entanto comigo tem sido irritante. O que era para ser uma simples conferência de identidade, “por medida de segurança”, para mim, que sou blogueiro, e que uso o Facebook para divulgar os posts de meu blogue através de ferramentas de compartilhamento que já estão inseridas no WordPress, e por isso deduzo que devidamente autorizada pelo Facebook, tem sido um horrível pesadelo.

A cada meia dúzia de posts compartilhados, aparece a mensagem: “sua conta foi suspensa…”. Dai você tem que confirmar a identidade respondendo a pergunta de segurança cadastrada como “desafio de segurança”, ou pedir um número pelo celular, ou ainda identificar fotos de amigos, depois tentar adivinhar aqueles garranchos horríveis da “verificação de segurança”, para só depois, se tudo isso bater com as informações de seu cadastro, você criar uma nova senha “para ajudar a manter sua conta do Facebook segura no futuro”. Feito isso, segue-se a mensagem: “Obrigado. Você pode voltar para sua conta agora”.

Como disse se isso fosse uma coisa que acontecesse de vez em quando, vá lá. Mas como tem acontecido comigo de ter que trocar a senha até 10 vezes num só dia, é demais! (Só hoje pela manhã foram três vezes).

Questionei isso para o Face e não recebi resposta. Entrei num fórum sobre a matéria, e um usuário foi gentil em me responder dizendo que isto está se dando comigo porque eu fui denunciado como fraude por algum usuário, e, por isso, estou na berlinda. Quem seria o filho de uma boa mãe? Quem seria dentre os 1.400 “amigos” que tenho colecionado no meu perfil? Não sei e não quero saber.

O que me interessa neste momento é ouvir uma posição oficial do Facebook.

Dia desses lendo a revista “Mundo Estranho”, vi uma matéria interessante sobre a GESTAPO, a temida polícia secreta de Hitler. Sim, aquela que tinha licença para matar! Eles lembravam que os servidores da GESTAPO, mesmo sendo em número de apenas 32.000 homens e mulheres, conseguiam controlar a vida de 70 milhões de alemães, ou, tinha um policial para cuidar da vida de 2.187 incautos do meio do povo. E conseguiam! Mas, como conseguiam? A tática foi a montagem de uma intrincada rede de “colaboradores” infiltrados nas ruas, nas famílias, nas igrejas, nas fábricas, nas escolas, nas associações e até nas prisões para descobrir quem era inimigo do governo.

E o que se dava é que bastava um fofoqueiro não gostar de um vizinho, de um colega de trabalho, de um conhecido ou até mesmo de um familiar, para denunciá-lo à GESTAPO. Dai para a prisão, a tortura e a morte era um passo.

Parece que não havia critério da polícia de Hitler para tentar investigar se a acusação recebida tinha procedência. E tal e qual parece acontecer com o Facebook quando cerceia o direito e a liberdade de um usuário fazer aquilo para o qual o próprio Facebook foi criado: compartilhar informações.

Eu não recebi, por exemplo, um aviso do Facebook dando conta de que fora denunciado por exagerar no compartilhamento das informações que eu publico no meu blogue. Não me deram uma explicação dizendo que por isso e aquilo eu corria o risco de sofrer o que sofro, e de acabar vindo até a ser excluído da comunidade. Que é o que, pelo visto, vai acontecer já, já: basta que algum outro usuário me “dedurar” ao Face. Direito de defesa é um termo que os criadores do Face não conhecem, decerto.

Nem nos grupos que eu criei e que têm cerca de 800 seguidores cada posso compartilhar mensagens mais. Acreditam?

O mais incrível de tudo isso é que os fakes (cadastros falsos) continuam proliferando no Facebook. Não há critério de certificação de cadastro, e qualquer malandro pode se valer de e-mails criados para este fim para criar dezenas de fakes. E tudo para vilipendiar, anônima e covardemente pessoas e instituições, num momento nevrálgico para o destino de nossas cidades como é o período eleitoral. E pior: tudo ao arrepio da lei que é peremptória em proibir o anonimato.

Os dois pesos e as duas medidas usadas pelo Facebook, pelo menos no que tange a mim, ao meu perfil, e ao meu trabalho, pode ensejar uma ação judicial contra eles. Estamos estudando – eu e meu advogado – a melhor medida para buscar amparo legal para continuar usando esta ferramenta que, como disse, foi criada justamente para isso: compartilhar informações. Ou, por que só no meu caso ela não serve para isso?

Em vários lugares do Brasil os juízes eleitorais já estão ingressando com notificações ao Facebook para cessar o uso do Facebook por cadastros anônimos, ou pelos fakes. Já passou da hora de os juízes eleitorais de nossa região acordarem para essa realidade também. Sim, porque certamente fui denunciado por um destes párias da sociedade como são todos os fakes. Todos!

Washington Luiz de Paula