Arquivos de tag:

Polícia descobre procurado após confusão com assessora em Peruíbe

Homem teria insultado funcionária pública no ambiente de trabalho dela. Reinaldo da Silva era procurado desde 2011 por extorsão em São Bernardo.

Reinaldo era procurado da Justiça por extorsão (Foto: Reprodução)
Reinaldo era procurado da Justiça por extorsão (Foto: Reprodução)

Do G1 Santos e Região

Um homem foi preso em Peruíbe, no fim da tarde da última quinta-feira (25), após se envolver em uma discussão com a assessora de uma vereadora da cidade. O caso foi parar na delegacia, no entanto, Reinaldo da Silva acabou preso porque já era procurado pela Justiça desde 2011 por extorsão em São Bernardo do Campo. Ele foi encaminhado à cadeia pública de Mongaguá.

Segundo a vítima, ele se identificava como Reinaldo Silva e, na verdade, se chama Reinaldo da Silva. Após a confusão, Flávia Souza Regina diz ter chamado a polícia, mas o suspeito tentou se esconder em uma papelaria próxima e foi capturado pelos oficiais instantes depois. Na Delegacia Sede, após assinar um termo circunstanciado por conta da confusão, os policiais constataram que o suspeito tinha uma mandado de prisão expedido pela vara criminal de São Bernardo do Campo, no ABC, em São Paulo, datado de 25 de maio de 2011.

Indignada, a vítima postou um desabafo em uma rede social dizendo que Reinaldo já a “perturbava” com frequência pela internet. “O cidadão já vinha me perturbando na internet há muitos anos e teve a audácia de ir ao meu ambiente de trabalho me insultar, me humilhar e me constranger na frente de muita gente”, disse Flávia Souza Ruiva.

Em grupos de discussão sobre a cidade nas redes sociais, Silva demonstrava ser ativo, fazendo críticas veementes à alguns políticos da cidade. Ele também era frequentador assíduo das sessões da Câmara Municipal. “Levei comigo as testemunhas. Enquanto fazíamos boletim de ocorrência, o delegado deu voz de prisão a ele que, para o meu espanto, era procurado pela Justiça. Me senti horrorizada por saber que ele aponta coisas da gente e esconde algo terrível”, acrescenta.

Pedreiro de Tatuí, SP, descobre que está ‘morto’ há 13 anos

Homem descobriu o problema quando foi buscar afastamento do trabalho. Segundo INSS, uma mulher recebe pensão por morte do suposto marido.
Foto: Reprodução / TV TEM
Documentos comprovam que dados do pedreiro são os mesmo do homem considerado morto

Do G1 Itapetininga e Região

O pedreiro Cláudio Rodrigues, que mora em Tatuí (SP), descobriu que há 13 anos é considerado morto pelo banco de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A descoberta foi quando o trabalhador precisou recorrer ao benefício depois de passar por uma cirurgia para retirada de uma hérnia.

De acordo com o órgão, desde 2000 o benefício em nome dele é pago para uma mulher que seria a viúva de um segurado falecido com os mesmos dados do pedreiro em Barra do Turvo (SP). O cadastro mostra que o homem morto está registrado com a mesma data de nascimento, os mesmos documentos pessoais e até o mesmo nome da mãe do pedreiro de Tatuí.

Segundo o órgão previdenciário, a correção dos dados só poderá ser feita pelo cartório da  cidade ou pela Secretaria de Segurança Pública, para onde um ofício pedindo esclarecimentos já foi enviado. O INSS afirmou também que não pode divulgar informações de casos particulares.

Cláudio Rodrigues acredita que o fato de constar como morto para o INSS seja o motivo pelo qual enfrentou dificuldades em encontrar emprego. “Há alguns anos eu enviava currículos e ninguém me chamava. Como iam chamar um defunto para trabalhar?”, questiona.

A notícia de que o pedreiro estava morto também assuntou a esposa dele, Flauzina Rodrigues de Oliveira. Segundo a dona de casa, o dinheiro recebido ajudaria muito já que ela não pode trabalhar por motivos de saúde. “Estamos nos virando como dá. Eu vendo o que eu posso para ajudar, nossos amigos nos emprestaram dinheiro e eu ainda não consegui pagar”, comenta.

Ainda afastado do trabalho por conta da cirurgia, Rodrigues registrou um boletim de ocorrência para evitar mais transtornos. Ele afirma a situação precisa ser resolvida rapidamente para que possa conseguir receber o direito. “Meu benefício venceu, ainda não recebi o laudo do perito para voltar a trabalhar. Estou com as mãos atadas esperando essa história se resolver”, desabafa o homem.

‘Aposentada viva-morta’

Em abril de 2013, o caso da aposentada Maria Madalena Conceição de Campos que também descobriu que era considerada morta chamou a atenção. Campos descobriu essa situação quando procurou o Ciretran de Conchas (SP) para para fazer a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O caso ganhou repercussão nacional após ser mostrado pela TV TEM, emissora afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, e publicado no G1 Itapetininga e Região.

Segundo aposentada, o problema levou aproximadamente seis meses para ser resolvido. Depois da exposição do caso, o Detran orientou a mulher a apresentar um extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), comprovando a regularização cadastral dela junto ao INSS.

O documento foi obtido em uma agência do instituto de previdência e entregue à Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Conchas, para a emissão da nova habilitação.

Polícia Federal descobre segunda quadrilha de roubo de dados

Da Agência Globo, no Yahoo Notícias

Ao investigar por compra de dados sigilosos, a Polícia Federal chegou a uma advogada conhecida como “rainha do divórcio” e a uma segunda quadrilha, e descobriu um grupo especializado em envio ilegal de dinheiro para o exterior, do qual faziam parte agentes policiais.

Para a polícia, desde 2007, funcionários do escritório de Priscila Corrêa da Fonseca, conhecida advogada no ramo de família, compraram informações sigilosas. Professora da Faculdade de Direito da USP, ela ganhou dos alunos o apelido de “Priscila, rainha do divórcio”.

A advogada está entre os 57 indiciados pela Polícia Federal na Operação Durkheim. Segundo a Polícia Federal, era a secretária de Priscila, Miriam Machado do Carmo, a responsável pela compra dos dados, entre eles declarações de Imposto de Renda, que seriam usados em processos, como os de divórcio.

É a pedido do escritório de Priscila, segundo a polícia, que Eliane Francisca Pereira, uma das detetives presas na operação, levanta dados de Imposto de Renda de uma mulher que estava se divorciando. Em um e-mail, Eliane pede a um intermediário: “Capricha aí. esse serviço é conjugal, o objetivo é provar que ela tem como se sustentar financeiramente”.

Em outra mensagem, uma detetive combina com um servidor o envio de dois documentos sigilosos: “Quanto você vai me fazer os dois?”. O servidor responde: “2 mil com informações, detalhadamente e tudo o mais… tá bom?”.

Os valores cobrados pelos criminosos para vender informações sigilosas variavam de R$ 30 por um extrato bancário, por exemplo, até R$ 7 mil por uma escuta telefônica. A investigação mostrou que 10 mil pessoas podem ter sido vítimas da quadrilha, incluindo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que teve seu sigilo telefônico quebrado.

Além de Kassab, foram espionados o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado, o ex-ministro da previdência Carlos Eduardo Gabas, os desembargadores Luis Fernando Salles Rossi, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e Julio Roberto Siqueira Cardoso, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Durante as investigações, a PF descobriu uma segunda quadrilha que praticava crimes financeiros. Itamar Ferreira Damião e José Carlos Ayres, para a polícia, agiam como intermediadores de sete grupos de doleiros. Um agente da policia federal é acusado de participar do esquema.

Segundo a polícia, eles enviavam recursos de clientes para o exterior e também parte do dinheiro arrecadado com a venda de informações sigilosas. O dinheiro ia principalmente para 20 contas em Hong Kong, na China, e, de lá, para diversos países. Com a quadrilha, a polícia aprendeu 29 carros e o equivalente a mais R$ 350 mil em diversas moedas.

O advogado de Itamar Ferreira Damião disse que o cliente dele não é chefe de nenhuma organização criminosa. Já o advogado de José Carlos Ayres não foi encontrado.

O escritório de Priscila Corrêa da Fonseca disse ter sido citado pela Polícia Federal porque duas profissionais autônomas que prestaram serviços no passado são investigadas, e que as atividades do escritório de advocacia não estão sendo investigadas na operação.

Garota da Rua Augusta descobre que o Google sabe da vida dela mais do que ela

Especialista afirma que muito em breve a vida do cidadão será 100% monitorada pela Internet

Do Portal G17

A rockeira Rafaella Rambert Ramones, 22 anos, que mora na Rua Augusta em São Paulo, descobriu que, nem a sua pior inimiga, melhor amiga, ou ela mesma, sabem da vida dela mais do que o Google.

“Pesquisando meu nome no Google descobri que já beijei até mulher na minha vida, que já falsifiquei boletim escolar para enganar os pais e que tenho um fotolog antigo com fotos horríveis minhas de quando eu era mais nova”, disse Rafaella.

Impressionada com o fato do Google saber sobre ela mais do que ela consegue lembrar, Rafaella disse que tenta fazer as melhores coisas da vida em OFF, mas não tem jeito e acaba indo parar na Internet.

“Espero que o Google não descubra o que fiz na semana passada, ou será o fim da minha falsa carreira de boa moça”, finalizou.

Um especialista disse que isso não é nada para o que vem pela frente. “No futuro, quando você chegar em casa bêbado e abrir sua caixa de e-mails, encontrará centenas de e-mails de empresas oferecendo remédios para curar ressaca”, disse.

Polícia descobre motociclista com 100 mil pontos em Peruíbe

Do Diário do Pará

Um motociclista de 37 anos é o novo recordista em acumular pontos de multas na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Morador de Peruíbe, no litoral paulista, ele tem cem mil pontos em seu prontuário. O caso foi descoberto neste mês pela Delegacia de Crimes de Trânsito (DCT), que investiga irregularidades na transferência de pontos. O motoqueiro ainda vai ser ouvido pela Polícia Civil.

Para combater esse tipo de fraude, a partir de julho o proprietário do carro e o condutor do veículo deverão reconhecer a assinatura em cartório para passar a pontuação. Segundo o delegado José Sampaio Lopes Filho, o nome do atual recordista veio à tona enquanto a DCT investigava o caso de um motorista de 30 anos, residente em Pindamonhangaba, interior paulista, que tinha 85 mil pontos na carteira.

“Ouvimos uma mulher que se beneficiou da transferência e descobrimos que pontos dela também foram repassados para o motoqueiro de Peruíbe”, disse Lopes Filho. Durante depoimento, a motorista não revelou como teve acesso ao esquema.

A polícia investiga o envolvimento de despachantes, autoescolas e servidores públicos nas fraudes. De acordo com Lopes Filho, o motociclista tinha mais de 1,5 mil páginas de pontuação entre 2007 e 2010. “Por incrível que pareça ele conseguiu renovar a carteira no dia 18 de dezembro de 2009”, afirmou.

Um detalhe que chama a atenção é que a habilitação do morador de Peruíbe é categoria A, ou seja, ele só pode pilotar motos. Mesmo assim foram transferidos pontos de multas de carros.

Policiais da DCT devem ir nos próximos dias para Peruíbe para ouvir o suspeito. Lopes Filho disse acreditar que o homem de cem mil pontos possa ter recebido dinheiro para assumir os pontos de outros motoristas em seu prontuário. Cada transferência pode custar de R$ 100 a R$ 200. (Agência Estado)