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MINHA LAVRA

Poema – O sino da igreja

O sino da igreja Ouvindo o sino da Igreja de Santo Antonio – Prados, MG Aqui o sino reverbera De quinze em quinze minutos, Muito tempo a quem espera; Pouco, se anunciados lutos. Do alto da torre o falante Segue contando este tempo Da vida que segue adiante No trabalho …

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Poema – Prados

Prados Sob um marco maçônico à entrada de Prados, MG Desde logo, numa entrada Desta pequena cidade, Percebe-se estar guardada Por tão sólida irmandade. É assim Prados destas Minas Perenes de Liberdade – Atalaia que contamina O Brasil-fraternidade. Portentoso e grande Oriente Que dá ao mineiro fiel rumo, Busca na …

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O cabide

O cabide Aqueles que choramingam, Vociferam e esperneiam, São os mesmos que agora xingam Por lorota que alardeiam. O cabide? Ah, este cabide Do qual este e aquela é contra Sequer existe na lide Da conversa que vem pronta. Mas, se existisse tal arte Em varal de quem não leu, …

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Marina

Marina                                                À minha neta Marina, por ocasião de seu primeiro mês de vida. Eis um anjo que aqui nasce, Doce e meiga pequenina. Proveu Deus que ela chegasse Pra cumprir gloriosa sina. Pra cumprir gloriosa sina Na vida que nos contasse; Aqui o encanto da menina, Bem maior que …

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Narciso

Narciso Revisitando a Fonte do Narciso, em Prados, MG Mostrou ser grande verdade – Eis-me a provar, se preciso, Que voltam a esta cidade Os que bebem do Narciso. Fonte limpa e cristalina, Cheia de brilho e cuidados, É o mistério da colina Que nos faz tornar a Prados. Tal …

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Poema – O último Natal

O último Natal Este momento antecede O do desterro cabal: Para uns não cheira nem fede Ser este o último Natal. Natal que já foi primeiro, Segundo e até perenal; Dos costumes é lindeiro O se esquecer do Natal. Se houve razão que procede Este desfecho fatal, Por palavras não …

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Revelação

Revelação Todo respeito ao parente Deve ser assim perene, Ainda se estiver doente, É atitude mui solene. Mas quando o respeito falta, Dando lugar aos conchavos, O pecado aos dois assalta Dele tornando-se escravos. Ah, que esta traição não aliene, E não torne a ninguém bravo. Melhor no canto a …

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A adversidade

A adversidade Ao meu querido irmão Wanderlei Abrahão de Paula, neste seu particular instante de adversidade Não é “por quê” que se pergunta Da adversidade a razão; Há motivo que se junta Ao sofrer do coração. Mas “para quê”, na verdade, Faz descobrir, com certeza, Que de bondade e maldade …

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Poema – O alfinete

O alfinete Ai, Jesus, que alfinetada Foi esta que a mim me rende? Se rota tal costurada Não há pano com que remende! Não há pano com que remende Se a costura for malfeita; Com alfinete se aprende Muito mais que com desfeita. Muito mais que com desfeita Que se …

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Trova – Não chore, Arita – sorria

Para Arita Damasceno Pettená, poetisa maior de Campinas, SP Não chore, Arita – sorria Como seu verso que encanta! É bem maior a alegria Quando você sorri e canta. Peruíbe, 17 de fevereiro de 2017 Washington Luiz de Paula

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Ano Novo

Que este ano que se inicia Com bastante garbo e sonhos Traga a doce companhia De anjos muito mais risonhos. De anjos muito mais risonhos, Que, presentes noite e dia, Afastem males medonhos Que tanto de nós judia. Que tanto de nós judia Sina e destino enfadonhos; É o carma …

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Soneto – Raquel

Raquel À querida Raquelzinha Torres, por ocasião de seu falecimento Passou por nós três anos e alguns poucos meses Uma florzinha qual origami em papel Que, de tão rica, chorar nos fazia às vezes A emoção de vê-la sorrir olhando o céu. O santo Deus, que de tão bom, nos fez …

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Renovo

Dedicado à vereadora Mari Laila Tanios Maalouli Do alto de um sorriso belo vê-se par de olhos intensos ilustrando rosto – anelo de tudo quanto mais penso. Eis que esta ilustre figura brilha tanto nesta Câmara; é tal fruto que se augura: damasco, cereja ou tâmara. Edil de uma verve …

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Currupaco

Currupaco Currupaco paco paco canta o loro no trepeiro pro diácono dar pitaco no volante e no celeiro. No volante e no celeiro, pro diácono dar pitaco, tem que haver bom cervejeiro, ou o fruto de Santo Baco. Ou o fruto de Santo Baco, ou a cevada que seja Canta …

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Salmo 3

Davi confia em Deus na sua adversidade. Baseado no Salmo 3, de autoria do Rei Davi, quando fugiu de diante da face de Absalão, seu filho Como têm multiplicado Meus adversários, Senhor! Muitos têm se levantado Contra mim, meu Salvador! Muitos dizem da minha alma: Não há para ele salvação …

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Querer

Por não poder lhe querer Muito além do que lhe quero, Quero tentar lhe esquecer, Mas esquecê-la não espero. Mas esquecê-la não espero Muito além do anoitecer; Quero tentar! – eu pondero – Por não poder lhe querer. Peruíbe, 9 de fevereiro de 2015 Washington Luiz de Paula

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Cansaço

Para ouvir o que agora ouço De filho, nora e mulher Melhor se no calabouço Fosse, por ato qualquer. Para um homem que luta e pensa E chora no diapasão; Eis para ele a recompensa Que vem como ingratidão. Melhor morrer, bem melhor, Buscar na morte o descanso, Que sofrer …

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Vaso

Ao casal ítalo-português, Marcos Caramico e Ana Maria Ferreira Erigido em fino mármore italiano Com adorno de azulejo português, Se supunha o vaso não tolerar dano Ainda que somente fosse alguma vez. Ligeiro tremor, entretanto, que o tempo Costuma vir para provocar o andor, Ocasionou quebradura e contratempo Fazendo o …

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Orlando

Poema dedicado a… pensando bem, dedico nada! rs Vem de um tempo este esperneio Que já venho memorando; Ela é assim, para isto veio Por não lhe querer Orlando. Ah, saudade lá da praia, Daquele encontro flagrado, A mão por baixo da saia, O beijo mal revelado. Toda loucura, talvez, …

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Trova que por si se prova

Nos 16 anos do passamento de meu sogro, Euclides Toledo Quanto mais o tempo passa De uma ausência que não vai, Mais a vista agora embaça: Que saudade de meu pai! Washington Luiz de Paula São Paulo, 16 de dezembro de 2014

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Os meus quatro netos

Bem, eu tenho quatro netos, Se não tenho mais algum; Os quatro são prediletos; Preferência por nenhum. É Gustavo o primogênito, Filho de meu caçulinha; Educado por congênito, E querido d’alma minha. Do mais velho tenho três: Bia, Leozinho e Gigi; Todos vindos de uma vez No coração bem aqui. …

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Trova que por si se prova

Trova que por si se prova Tantos tombos eu tomei Nos pleitos que concorri; E de todos me calei. Será que agora aprendi? Washington Luiz de Paula São Paulo, 8 de outubro de 2014

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Geovana

A Geovana de Paula, minha neta Olhos de jabuticaba Tez morena predileta, Boniteza que não acaba, É Geovana, minha neta. Todo encanto dela emana Porque perfeita e completa, Todo sorriso é Geovana, Toda alegria é minha neta. Do bom Deus chegou repleta De toda honra, graça e hosana; Esta é, …

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Saudade que bate n’alma

Saudade que bate n’alma A Luiz de Paula, in memorian – meu velho pai. Saudade que bate n’alma E que do peito não sai. Saudade do que me acalma; Saudade do velho pai. Washington Luiz de Paula São Paulo, 10 de agosto de 2014

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Viste de quando?

Por ocasião da Páscoa de 2014, inspirado no spiritual “Were You There When They Crucified My Lord” Viste de quando, meu amigo, Tendes esta percepção? Jesus padeceu perigo Pra te dar a salvação. Foi pela páscoa Jesuína Que nasceu a redenção; Eis libertação genuína Nesta crucificação. Não tremes por um …

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Pau na lomba

Poemeto dedicado ao eminente jornalista, radialista e televisista de Peruíbe, Cristen Charles O cuidado deve ter quem promete pau na lomba de, ao baixar para bater, Não cair lá da maromba. Se não vacila, não tomba, no dizer do nosso Assis, De todos deveras zomba; É – deveras – aprendiz. …

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Poema para um pai presente

Para Luiz de Paula, nosso pai, in memorian Da recôndita Rebouças Se achega o menino Luiz Esperança traz na bolsa De ser somente feliz. Na década de cinquenta Firma pé em Jacupiranga; Flórido, o irmão que sustenta saudade que não se zanga. Do trabalho preenche a vida, O momento e …

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Trova que por si se prova

A Enrico, filho do Dinho e da Cris, por ocasião de seu nascimento Pelo Dinho, pela Cris Nasce Enrico peladinho Faz mais rico, mais feliz O casal pequenininho. Washington Luiz de Paula São Paulo, 23 de maio de 2013

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Trova que por si se prova

Escrito por conta dos entreveros verbais entre estes dois grandes esportistas brasileiros: Romário e Pelé. Que a grande pendenga antiga Entre Romário e Pelé Encontre fim na cantiga De Jesus de Nazaré. Washington Luiz de Paula São Paulo, 25 de abril de 2013

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Trova que por si se prova

À Dra. Letícia Ferreira Silva, cirurgiã-dentista Sorriso largo, alma extensa, Olhar de simplicidade; Letícia em si só condensa Amor, paixão e bondade. Washington Luiz de Paula São Paulo, 2 de fevereiro de 2013

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Trova que por si se prova

Uma hora, quando tiver ido Assim com este quase adeus, Pense neste meu pedido: Volte para os braços meus. Washington Luiz de Paula São Paulo, 1º de fevereiro de 2013

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Trova que por si se prova

Pobre ou rico, rico ou pobre, Já não sei com quem mais fico: Se com pio que o mal encobre; Se com demo bom de bico. São Paulo, 24 de janeiro de 2013 Washington Luiz de Paula  

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