Por que eu votaria em Alex Matos

Ver a imagem de origemPelo tanto que as pessoas em Peruíbe continuam se preocupando com minha opinião, e acerca do que escrevi, do que escrevo e daquilo que ainda pretendo escrever, Deus permanecendo com a bênção do talento que me deu, é de se presumir que estas minhas opiniões ensejam alguma importância. Não fosse assim, pouco ou nada, poucos ou ninguém haveria de se importar com a letra que sai de minha verve, por não passar de letra morta.

Entanto, considerando o quanto a pessoas – notadamente da classe política de Peruíbe – insistem em se importar com o que escrevo e com o que deixo de escrever, devo presumir que há algo de importante, senão ao menos necessário naquilo que sigo escrevendo.

Reitero aqui, por ser em tempo, como houve de sugerir o poeta Gióia Júnior, que não é para minha glória que “em noites geladas e em cinzentas manhãs e frias madrugadas meus versos tenho escrito”. Tenho buscado perseguir não somente a verdade, ainda que este tipo de verdade teime ser subjetiva em se tratando de política e de políticos, mas também tenho me atrevido distanciar-me o mais que posso da vaidade: “que não haja em minh’alma a mínima vaidade”, acrescentava o falecido poeta citado acima, afinal: “que vaidade teria a estrela em seu lume, o mar em seu poder, a flor em seu perfume?”.

Não sou, portanto, melhor que ninguém. Talvez diferente, e diferente por pensar, e, “se penso, logo existo” no entendimento de René Descartes; e, se penso, logo sofro, em meu humilde entendimento.

É preâmbulo o que escrito acima está, e o que acima escrito fica. E preâmbulo para a condição com a qual nos depararemos por mais uma vez este ano, quando cada um de nós ajudará na escolha de nossos mandatários pelo quadriênio que começa em janeiro de 2021.

Não pensem que estas linhas tenham a pretensão de vir a ser um condão mágico capaz de mudar conceitos e opiniões que já estão formadas nas mentes das pessoas que igualmente a mim pensam, pensam e sofrem, alguns pela certeza das suas escolhas, outros ainda moídos pela dúvida de quem poderia ou de quem haveria de ser o melhor comandante desta urbe que tem por nome Peruíbe. Não! Exaro aqui apenas e tão somente aquilo que é o resultado de uma equação que não me permite crer ser real que aquilo que se publica aqui e ali, algures e alhures, assinados por pessoas eivadas de preconceito, outras desinformadas do contexto e outras ainda usando do artifício do anonimato para espalhar notícias falsas e apócrifas.

Tenho para mim que quando se trata de escolhas para cargos que ensejam mandatários públicos, a afeição e o gosto pessoal devam ser deixados de lado, e a escolha, antes, deve estar pautada no currículo, na folha corrida do candidato (na Justiça e na polícia, não necessariamente nesta ordem), e, de modo estrito, em suas propostas. Nossas escolhas não devem ser definidas pelo quanto determinado candidato é rico ou pobre, preto ou branco, gordo ou magro, bonito ou feio, amigo ou não amigo; e, de igual modo, também porque esse andou com este ou com aquele político cuja trajetória enquanto homem público não seja eventualmente das mais recomendáveis.

Parece que o ponto nevrálgico daqueles que insistem em atacar a pré-candidatura de Alex Matos – e o tiro e o cito aqui como exemplo – é sua relação de proximidade com o ex-prefeito Gilson Bargieri que, não fosse sua condição de inelegibilidade, seria ele mesmo o candidato, como se fosse possível encontrar um só (pré) candidato em Peruíbe, dentre aqueles que até aqui compõem o stablishment político do município, que não tenham tido qualquer tipo de relação ou proximidade com o ex-prefeito. Se alguém conhece um que seja, que mo apontem!

A meu singelo ver, insistir em citar Gilson Bargieri com balizador para atestar credibilidade ou descrédito para quem quer que seja, é exagerar na popularidade que o ex-prefeito tem, e preocupar-se demasiado com ele, em detrimento – e aqui vimos ao caso que discuto aqui – da capacidade, conhecimento, condição e personalidade própria que Alex Matos tem, reiterando que o cito à guisa de exemplo.

É verdade que não conheço o “pedigree” de todos os demais nomes que têm se apresentado como pré-candidatos à prefeitura de Peruíbe. Não ousaria, portanto, medir as pessoas que conheço por aquelas que não conheço. Sendo assim, é bem possível até – por que não? – que haja nome mais bem preparado para governar Peruíbe que Alex Matos. Dos nomes que conheço, porém, dentre aqueles que estiveram prefeito e mesmo considerando o que está prefeito, entendo que Alex Matos é o melhor.

Deixo para outra oportunidade o detalhar sobre a trajetória e a carreira política de Alex Matos, que começou vereador em Peruíbe, servindo por anos no Gabinete do então deputado federal Márcio França em Brasília, sendo posteriormente levado ao Palácio dos Bandeirantes enquanto França cumpria interinidade como governador, e que hoje está na Assembleia Legislativa de São Paulo, a serviço do deputado Paulo Alves Corrêa.

Diferentes de outros assessores de deputados (alguns que também foram vereadores na cidade) e que, ao invés de ajudar a cidade, preferem destilar o ranço, o ódio e a maldade contra prefeitos e vereadores de Peruíbe, esquecendo que não estiveram mais que prejudicando o município onde nasceram ao desviar verbas para outras cidades simplesmente porque não gostavam deste ou daquele, Alex Matos sempre mostrou-se atento aos reclamos e às necessidades da cidade, independentemente de quem estivesse no comando na prefeitura ou na Câmara.

Ora, se não há outra razão para entender que Alex Matos, em sendo profundo conhecedor dos corredores palacianos em São Paulo e em Brasília, poderia mesmo traduzir toda essa experiência em favor do povo de Peruíbe, bastaria que eu citasse que Alex Matos não perde tempo em colecionar inimizades políticas ou pessoais, seja em Peruíbe, seja por onde passa.

Para aqueles que se debatem em deslegitima-lo com o argumento pueril de que, em sendo eleito, quem haveria de governar de fato seria Gilson Bargieri ou mesmo Paulo Henrique Siqueira (Paulão), cito a história política de Peruíbe, a qual acompanho desde 1976, e lembro que foram poucos os governantes que permitiram a ação e gestão das chamadas “eminências pardas” em seus respectivos governos. Não cito nomes, os quais guardo para meu acervo pessoal, mas todos e tais governos restaram fadados ao fracasso e ao ostracismo.

Não voto mais em Peruíbe, por isso a condicional “votaria” no título inserto. Ademais nem Alex nem qualquer outro é candidato ainda, vindo a sê-lo somente após ratificado pelas convenções partidárias que devem acontecer em julho. Tenho a alma e o coração, contudo, nesta antiga Aldeia de São João, razão por que imprimo minhas impressões pessoais, mais uma vez, sobre os destinos de Peruíbe. E antes que que acusem de ser insensível com o atual governo comandado pelo amigo Luiz Maurício Passos de Carvalho Pereira, é preciso que eu deixe aqui atestado que desde quando Alberto Sanches Gomes (Dr. Alberto) deixou a prefeitura em 2000, não houve governo mais laborioso, sério e transparente em Peruíbe que esse que agora vai vendo seu ocaso.

Vitimado por duas situações inesperadas e até insólitas e inusitadas, quais foram as águas que não deram trégua em cair do céu desde outubro/novembro do ano passado, e, agora, a pandemia que desiquilibra as pernas de qualquer gestor público, por melhor preparado que tenha se revelado estar, mas que traz ônus e perdas no âmbito político-eleitoral de difícil recuperação, Luiz Maurício inaugurou uma administração cujos reflexos benéficos haverão de ser sentidos por anos a fio, não obstante as urnas poderem vir a serem cruéis e até mesmo ingratas para com ele.

Consoante isto é que a manifesto esta preocupação por um gestor que tenha vocação política, mas que sobretudo olhe para o futuro. Não recomendaria o nome de Alex Matos se não acreditasse que seu governo seria pautado num projeto do bem para a cidade, assim como creio que seria o próprio Gilson Bargieri quem tivesse o melhor dos interesses em deixa-lo governar por si mesmo, até porque Gilson sabe, empresário que é, que a cidade ganhando, ele e todo o povo que ele tanto decanta amar e querer bem também ganharia.

A indicação que Gilson Bargieri faz agora ao nome de Alex Matos é ato de gratidão por alguém que poderia tê-lo enfrentado nas urnas em eleições anteriores e não o fez. Se Gilson tem a sensação de que a oportunidade e a vez sendo repassada a Alex Matos, que sempre se manteve leal a ele e a Márcio França, que é padrinho político de ambos, é dívida antiga sendo resgatada, não sabemos. O fato é que, de algum modo, Gilson tinha o dever de encarar de frente a situação que o destino lhe apresenta para recomendar os votos que certamente continua tendo em Peruíbe para seu amigo Alex. E é o que fará. É o que tudo indica que virá a fazer, salvo alguma novidade sempre possível de aparecer no curso da caminhada eleitoral quando se discute política e políticos.

A sugestão que faço para Alex Matos, a levo de bom grado para todos os demais candidatos: façam uma campanha propositiva – campanha com propostas. Críticas, embates, ofensas, mentiras e exageros em nada contribuem para que o cidadão e a cidadã peruibense tenham olhos e vontades para, afinal, escolherem o melhor, e não aquele (ou aquela) que grita mais alto.

É mais que tempo de aprendermos que no campo de uma campanha eleitoral não existe lugar para o “jus sperneandi”. Ou pelo menos não deveria existir. Afinal, espernear me parece muito próprio de quem não tem razão, ou de quem mesmo a tendo uma vez, acabou por perdê-la.

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