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‘Arraiá do Pé Vermei” encerra festas juninas e julinas de 2019 em Prados

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O jornalista Washington Luiz de Paula acabou entrando no clima, e dançou quadrilha pela primeira vez. “Povo amigo por demais, sô”, brinca.

Da direita para a esquerda, Washington Luiz de Paula, Pernalonga (Secretário de Obras e Serviços Urbanos de Prados), e os bons mineiros curtindo o Arraiá do Pé Vermei

Da Redação

Num clima de muita descontração e alegria, o populoso bairro de Pinheiro Chagas, em Prados (MG), recebeu mais uma edição de seu já famoso “Arraiá do Pé Vermei”, neste sábado, 27. O apelido “Pé Vermei”, vem do tempo em que o bairro não tinha calçamento, e pés descalços, de chinelos ou de botinas ficavam tingidos do vermelho da terra do lugar.

Centenas de pradenses – e até alguns turistas mais desajeitados – acorrem para o aconchegante bairro de Pinheiro Chagas, bem na entrada da cidade, e aproveitam de tudo que os organizadores da festa oferecem, desde música regional tocada por artistas locais até flashbacks com música eletrônica, não deixando passar a já famosa cachaça pradense que esquenta a garganta e os ânimos de todos, os quais aproveitam para também se deliciarem das iguarias como caldo de feijão, caldo de mandioca, a mineiríssima canjiquinha, e a canjica doce. E o detalhe: tudo de graça, preparado pela comunidade a partir das doações de amigos que fazem o que podem para a tradicional festa não acabar.

E não acaba. Pelo que ouve dos festeiros, o “Arraiá do Pé Vermei” está a cada ano melhor, mais animado, e com muita mais gente participando.

Curioso notar que, mesmo o evento sendo regado a muita “buruaca” (como é chamada a pinga pelos pradenses), não se vê nem se ouve quem se exalte. Perguntado sobre se não há necessidade da polícia por perto, uma das quituteiras logo explica: “Aqui todo mundo bebe para brincar; ninguém quer saber de briga, não”. E é verdade. Quanto mais a festa avança pela noite, mais as pessoas brincam e se divertem, tudo em meio a pessoas de todas as idades, desde crianças até os mais idosos.

O encontro reúne pessoas de todas as camadas sociais. E, quando estão em meio à multidão, todos são iguais, todos se respeitando mutuamente, os mais jovens pedindo “a bênção” para os mais velhos, e os mais velhos tratando a todos por “senhor” e “senhora”. “É o costume do lugar”, diz um octagenário que deixa as queixas para lá dos “lumbagos” apropriados à idade e não perde o arraiá de jeito nenhum.

“Quadrilha do Vai Quem Quer”

Mestre Pipoca (centro) quadrilheiro pradense, levando alegria e descontração pelos quatro pontos cardeais de Prados

Por toda Prados o grande responsável pela condução das quadrilhas durante os festejos juninos e julinos é o “Mestre Pipoca”. Ele é quase uma unanimidade em termos de admiração e paixão pela gente simples de Prados. Sempre presente nos arraiais com sua famosa quadrilha, no “Arraiá do Pé Vermei”, contudo, ele improvisa, e, de microfone em punho, convoca a todos para uma quadrilha sem ensaio, e sem arranjo. É tudo na base do “a toada começa, e vai quem quer!”.

E não é que até o jornalista responsável por este blogue, Washington Luiz de Paula, acabou indo para o meio da roda? Pois é. No caso dele, não é que ele foi porque queria, mas porque foi puxado para o meio da dança e – não teve jeito – dali só conseguiu sair quando o cortejo da “Quadrilha do Vai Quem Quer” terminou. “Foi uma experiência marcante”, disse Washington, que lembrou que nos seus quase 62 anos de idade, nunca havia passado por uma experiência semelhante.

Presentes, prestigiando o evento, pode-se notar a presença do vice-prefeito de Prados, Ari Eustáquio da Costa, do vereador Paulo Roberto de Sousa (Paulinho do Bá), e de Anderson Carvalho de Souza (o popular Pernalonga), secretário de Obras e Serviços Urbanos, este representando o prefeito Juninho do Lester.

A festa praticamente encerra os festejos de inverno que ocorrem durante os meses de junho e julho por todo o município de Prados, desde a cidade, até bairros mais distantes na periferia e zona rural.

Quadrilha do Vai Vem Quer e os empolgados dançarinos
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