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Morre Borges, símbolo dos tropeiros de Prados – o “Rei do Forró”

Borges e prefeito Juninho: amigos inseparáveis

Da Redação

Menos de uma semana depois de ser homenageado pelo prefeito Juninho do Lester durante os festejos do XV Encontro do Pradense Ausente ocorrido no final de semana passado, Sebastião Silva, que se notabilizou na história de Prados e por toda a região do Campo das Vertentes como “Borges”, morreu nesta última sexta-feira, sendo sepultado no dia de ontem, 29, em clima de grande comoção.

Como acontece todos os anos, o “Encontro do Pradense Ausente” aproveita o momento de acolhimento daqueles que retornam às suas origens dos mais diferentes rincões do país e até mesmo do Exterior, para também homenagear os tropeiros, cujas histórias se misturam com a própria histórica centenária de Prados. E foi uma história dessa, cheia de “causos”, que distinguiram Sebastião Silva, o querido Borges, como aquele que talvez tenha sido um dos maiores tropeiros que Prados já conheceu, símbolo que se tornou de uma geração que perde a cada dias seus melhores e mais valorosos homens, que Borges fez questão de contar numa narrativa lida pelo próprio prefeito Juninho do Lester no último dia 23, quando o município lhe outorgou placa em sua homenagem.

Em suas palavras emocionadas, com voz embargada de quem não escondia as lágrimas, o prefeito Juninho do Lester lembrou também lembrou de Didiu – Juscelino Paulino Neto, ex-vereador, que também oleiro, motorista de caminhão, ferreiro, produtor rural e tratorista que deixou saudades ao falecer quatro anos atrás. E, agora, Juninho se une ao povo tradicional de Prados para lamentar também o passamento daquele que ainda ontem estava ao seu lado, com seu indefectível paletó azul marinho e suas calças brancas, tendo a fronte adornada pelo chapéu panamá. Era um cavalheiro, um cavalheiro e um cavaleiro; um galanteador incorrigível ao longo da vida, como resumiu em sua história escrita (veja aqui).

Borges nasceu no distrito de Tejuco, município de Carandaí, nas Minas Gerais, no ano de 1925. Em 18 de março último completou 94 anos de uma vida plena. Borges deixa uma família numerosa, e amigos, muitos amigos. Sua partida consterna Prados que certamente não o esquecerá jamais.

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