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Rildo, André e Pablo: pouca gente, mas muita disposição para o combate à Dengue

Prados não tem registro de dengue. Mas Vigilância alerta: prevenção e cuidado é dever de todos

Resultado de imagem para aedes aegyptiDa Redação

Com apenas três funcionários visitando periodicamente cerca de 3.500 imóveis em cerca de 11 bairros urbanos da pequena Prados, nos Campos das Vertentes, Minas Gerais, a Vigilância Epidemiológica da cidade tem motivos para comemorar: afinal, depois de passar pelo surto de 2016, quando cerca de 280 de Dengue restaram comprovados na cidade, em 2018 e 2019 parece mesmo que o aedes aegypti (mosquito transmissor da doença) teria dado uma trégua para os cidadãos pradenses.

André Neves e Pablo Borges não estão lá muito convictos disso. Responsáveis pelo setor da vigilância contra avanços de doenças que podem se transformar em epidemia, órgão ligado à Secretaria de Saúde de Prados, ambos alertam para o fato de que é preciso manter a atenção para a prevenção. “A prevenção é a chave”, diz André Neves, apontando para o fato de que, embora a doença não tenha se manifestado ao longo dos últimos meses, ainda assim sua pequena equipe de funcionários já andou detectando criadouros do mosquito transmissor da Dengue e outras doenças como Zika Vírus e Chikungunya, todas transmitidas pelo mesmo mosquito.

Participação de todos

“A batalha contra o mosquito transmissor da Dengue e outras doenças não deve ser somente do poder público”, alerta o secretário de Saúde, Rildo Costa. “Na verdade, é uma ação que não pode parar nunca, porque o mosquito não dorme, e é só encontrar um ambiente propício que ele vai por ali os seus ovos e se multiplicar”, explica Rildo.

André Neves lembra dos pontos onde o mosquito pode se reproduzir, como bebedouros de animais e cisternas ou vasilhas que juntam as águas das chuvas. Perguntando sobre se sua equipe tem tido dificuldades para acessar as casas e as hortas (quintais), André lembra que Prados é uma cidade pequena, em que todos se conhecem, e todos, por isso mesmo, se mostram dispostos a ajudar na prevenção, o que talvez explique o fato de a doença ter-se mantido longe das divisas da cidade.

Cuidados gerais

Os responsáveis pela Vigilância Epidemiológica lembram que Prados é uma cidade turística, de passagem, o que faz com que a preocupação aumente. E explica: “embora a Dengue não seja uma doença contagiosa, se um mosquito não infectado picar uma pessoa que esteja doente, ele passa a ser transmissor da doença, por isso toda atenção e cuidado no uso de repelentes, por exemplo, é essencial”.

Neves e Borges enfatizam que ainda não existe vacina específica para o combate da doença. “Em caso de suspeita, com sintomas apresentados por febre alta, dor de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos e vômitos, procure imediatamente o atendimento médica na UBS mais próxima, que vai fazer o encaminhamento para os exames que irão oferecer o diagnóstico preciso, se trata-se mesmo de Dengue, ou não”, ensinam, fazendo questão de frisar que é preciso manter o paciente devidamente hidratado, de preferência com uso do soro caseiro (uma colher de café rasa de sal, duas colheres de sopa rasa de açúcar diluído em um litro de água filtrada ou fervida durante cinco minutos).

Em caso de dúvidas, procure mais informações pelos telefones (32) 3353-6280 / 3353-6345. Use estes telefones para avisar sobre água parada que possam representar possíveis criadouros e focos da doença.

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