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Imagem aérea do trecho da avenida que passará por remodelação (Ft. Google Maps)

Prefeitura de Prados reúne artesãos e comerciantes de Pinheiro Chagas para discutir alternativas para o trânsito local.

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Projeto para regulamentação do trânsito é apresentado, mas maioria sugere aumento do leito carroçável com diminuição de calçadas.

Da Redação

Um anteprojeto para regulamentação do trânsito da Avenida Tiradentes (ou Antonio Cardoso Vale), no Pinheiro Chagas, em Prados, foi apresentado à comunidade pelos secretários municipais de Administração, Eduardo Geraldo Ferreira Nascimento (Dudu), e de Obras e Serviços Urbanos, Anderson Carvalho de Souza (Pernalonga), nesta quarta-feira, 17.

A convocação para a reunião foi feita diretamente para os comerciantes e artesãos envolvidos na problemática que envolve o fluxo de carros de pradenses e turistas, cavalos, motos, ônibus de turismo e, principalmente, caminhões de carga e descarga, no trecho de concentração mais densa do comércio do artesanato local, que compreende desde o Papa-Léguas até o Trem Mineiro, na altura no posto de combustíveis.

Cerca de 30 representantes do setor responderam ao chamado para apresentarem sugestões da reunião que acabou se tornando uma espécie de audiência pública para discutir o assunto do trânsito que tantos transtornos tem trazido, notadamente em horário de mais movimentos e aos sábados.

À reunião se fez presente também a autoridade policial militar, na pessoa do comandante do 4º Pelotão de Polícia Militar de Prados, Tenente Carvalho. Em sua palavra, o oficial ressaltou que estava presente à reunião como ouvinte e para assegurar que o que viesse a ser decidido e colocado em prática pela comunidade e poder público, que a polícia militar estaria à disposição para colaborar, notadamente com a fiscalização e autuação de infratores, “mas é importante que haja um período prévia de comunicação e orientação dos usuários do trânsito”, e enfatizou que não é papel da PM “infernizar a vida de ninguém, nem trazer prejuízo algum à sociedade, mas sim de ajudar”.

Alternativas viáveis

O estudo apresentado pelos representantes da prefeitura, e que foi encomendado a um engenheiro de tráfego viário, apontava delimitação de pontos alternados para cargas e descarga de caminhões, estacionamento de ônibus de turismo e de carros de passeios.

Primeiro a falar, o vereador Cesar Murilo da Trindade Velho (Cabeção), foi enfático em dizer que o projeto encomendado pela prefeitura estava de bom tamanho, e deveria ser levado a efeito sem demora, opinião na qual foi acompanhado pela vereadora Giselda Maria do Livramento Velho (Giselda Enfermeira), que fez questão de cobrar que este problema já era para ter sido resolvido a bem mais tempo.

Presentes ao encontro, comerciantes “de peso”, como Vavá, Wilson e Chagas passaram a opinar que o passeio (calçada) em alguns trechos chega a ter 2,80 metros, mas mantendo uma média de 2,20 metros, e que valeria a pena tentar resolver o problema diminuindo a calçada em 70 ou 80 centímetros para aumentar o leito carroçável, o que permitiria melhorar o fluxo de duas vias para veículos pequenos, médios e até de grande porte como ônibus e caminhões. Segundo eles, impor placas para disciplinar o trânsito não seria alternativa viável agora porque poderia assustar os turistas, e os próprios lojistas que se sentiriam inibidos em usar a frente de suas lojas como estacionamento de seus próprios carros. “Melhor deixar como está, mexendo apenas na diminuição das calçadas”.

Consenso

Mesmo não tendo agradado a 100% dos presentes, a alternativa para se diminuir a largura dos passeios de ambos os lados da avenida ganhou força, e acabou sendo anotada pelos representantes da prefeitura, que prometeram levar o assunto para estudo mais detalhado de custos.

Para o secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos, Anderson Carvalho de Souza (Pernalonga), uma obra dessa envergadura neste momento é de difícil implemento: “Depois que tivemos que fazer o concurso, hoje eu só posso contar com a mão de obra de sete funcionários. São sete funcionários para cuidar do município todo. Vocês podem ir lá no pátio e conferir; então, eu não teria como arrumar gente da prefeitura para fazer isso agora, não”, disse. Mais uma vez dando provas da solidariedade e da disposição em ajudar o município, aqueles que opinaram pela diminuição da calçada logo se adiantaram em dispor recursos próprios: “É só autorizar que a gente quebra a calçada e faz a emenda da rua – cada um faz o pedaço de frente de sua loja e o problema fica resolvido”, disse um dos presentes que fez questão de frisar: “Nós estamos aqui para ajudar a trazer dinheiro para a cidade”.

O secretário municipal de Administração Eduardo Geraldo Ferreira Nascimento (Dudu) lembrou que o decidido na reunião, contudo, não tem caráter definitivo. “Gente, isto aqui não é oficial; fizemos questão de convocar vocês para apresentar um projeto que foi encomendado a um especialista na área de trânsito viário e que esteve aqui por vários vezes e em vários dias alternados antes de elaborar este estudo”, e continuou lembrando que “evidente que vamos levar em consideração a opinião de cada um de vocês, e o que tiver que ser feito será feito de acordo com normas técnicas e dentro da legalidade”.

Solução imediata

O presidente da Câmara, vereador Lourival de Souza Silva chamou a atenção para o fato de que os problemas que aconteceram no último final de semana podem voltar a acontecer já no próximo final de semana, e alguma coisa precisa ser feita em caráter de urgência, ainda que paliativa, para evitar um acidente ou um transtorno maior. “Todos aqui estão pensando nos seus comércios, nos turistas, mas se esquecem de precisamos da via livre para o trânsito de pessoas que precisam ir a São João, para sair ou para entrar na cidade”. E alertou: “Vocês já pensaram numa ambulância de emergência presa neste trânsito, levando um paciente para um hospital de fora?”.

Preocupados com isso, além da celeridade da prefeitura na tomada das decisões para se resolver de uma vez por todas o problema do trânsito no alto do Pinheiro Chagas, ficou acertado que cada lojista deverá abrir a vaga em frente à sua loja para turistas ou para veículos de carga e descarga. “Se todos se conscientizarem de que também fazemos parte do problema colocando nossos próprios carros para atrapalhar o trânsito, dai começamos a chegar a um ponto de solução que pode começar a partir de nossas próprias atitudes”, lembrou um dos presentes.

Os vereadores Vicentina das Mercês Gonçalves (Vicentina Madrinha), Martiniano Moreira de Carvalho (Naninho) e Paulo Roberto de Sousa (Paulinho do Bá), também marcaram presença no encontro.

Tenente Carvalho, comandante da PM em Prados, fala sobre os problemas pontuais da segurança no município – inclusive do trânsito.
Comunidade participativa e colaborando, como sempre
Vereadores Cabeção e Lourival acompanham explicações dos secretários
Polícia Militar promete mais rigor na fiscalização
Exposição do projeto de remodelação do trânsito explicado por Dudu e Pernalonga
Vereadoras Giselda e Vicentina unidas pelo bairro
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