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Bebê Arthur não resiste à espera de uma vaga em hospital especializado, e morre em Pariquera

Da Redação

Nascido no dia 2 último no Hospital Regional Leopoldo Bevilacqua, em Pariqüera-Açú, e diagnosticado com cardiopatia severa, o bebê Arthur não aguentou a espera por uma vaga em hospital especializado, e acabou falecendo, sem sequer ter passado com um cardiopediatra que pudesse aferir com precisão qual seu problema de saúde.

Filho da assistente social Valéria Pontes e de Thierre Macedo, Arthur passou todos estes dias entubado na UTI do hospital. Assim que determinada a gravidade da situação, uma verdadeira peregrinação começou da parte dos pais e amigos na busca de sensibilizar autoridades para que encontrassem um meio de transferência da criança para um hospital com condições de dar o suporte que o caso requeria.

A revolta de parentes e amigos passou a ser latente: “Não é possível que um hospital do porte do Hospital Regional de Pariqüera não tenha um médico especializado em doenças cardíacas em crianças” era a reclamação recorrente nas redes sociais.

Com os dias se passando de forma trágica, em que faltou mesmo responsabilidade das autoridades médicas e políticas da região que gerenciam e administram as vagas em hospitais especializados, aquilo que lamentavelmente passou a ser esperado como lenitivo ao fim do sofrimento da criança acabou por acontecer, e ela deixou os pais, vindo a falecer.

Nem o abaixo-assinado que já atinge 10.000 assinaturas (veja aqui), feito na tentativa de trazer luz para que houvesse um mínimo de sensibilidade para atendimento a este caso definitivamente urgente foi capaz de sensibilizar aqueles que controlam as vagas dos hospitais públicos.

Na página da mãe Valéria, uma nota simples e tocante: “Infelizmente o Arthur não aguentou a espera e nos deixou, hoje. O velório será no Velório Municipal de Cajati. O sepultamento ocorrerá as 15h de hoje, 24.11.2018”.

A pergunta que fica é essa: até quando? O bebê Arthur não é um caso isolado de pessoas que morrem na fila da espera de uma vaga em hospitais, mas certamente deverá ser estrela que ilumine a consciência dos poderosos para que desçam de seus pedestais de facilidades em hospitais particulares de renomes, a fim de que experimentem pelo menos por um pouco o quanto é triste depender o serviço público de saúde no Brasil.

Da Redação segue o abraço apertado aos pais, e as condolências e o anseio de que o conforto dos céus permaneça nos corações de todos quantos sofrem com essa perda.

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