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Prefeitos pedem mais policiais civis para a Baixada Santista

Estado já anunciou o reforço total de 1.565 profissionais, mas não informou o montante destinado ao Litoral

Rogério Stonoga, em A Tribuna

Os prefeitos que participaram, nesta terça-feira (31), do encontro do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), em São Vicente, vão solicitar ao delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Youssef Abou Chahin, que a região tenha prioridade no recebimento dos policiais civis que serão nomeados nesta quarta (1). O Governo do Estado já anunciou o reforço total de 1.565 policiais, mas não informou o montante destinado ao Litoral.

Outra medida será solicitar ao delegado geral que os dados estatísticos sobre ocorrências policiais, hoje sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, tenham mais detalhes. O Condesb também deve encaminhar proposta neste sentido para a Assembleia Legislativa.

A reunião teve a participação do prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), que preside o Condesb, e dos chefes executivos de São Vicente, Pedro Gouvêa (PMDB), de Guarujá, Walter Suman (PSB) e de Peruíbe, Luiz Maurício (PSDB). O deputado estadual Caio França (PSB) também esteve presente.

Em 2016 o Deinter 6 registrou 129.666 boletins de ocorrência (Rogério Soares/AT)

O deficit de policiais foi um dos temas centrais do encontro. A reportagem de A Tribuna, publicada no domingo (29), revelou que a defasagem de profissionais na área do Deinter 6 é de pelo menos 500 policiais. A informação é baseada em dados do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil de Santos.

No entanto, durante o encontro dos prefeitos, o responsável pelo Deinter 6, delegado Gaetano Vergine, contestou os números, sobretudo quanto à investigação e solução de ocorrências. Segundo ele, a média de um caso solucionado para cada dez registrados não condiz com a atual realidade.

“Em 2016, por exemplo, o Deinter 6 registrou 129.666 boletins de ocorrência. Do total, 72.316 não eram de origem criminal e 57.350 eram (furtos, roubos de celulares e homicídios). Dos 57.350 casos, 14.464 ficaram na dependência de representação da vítima. Sobraram 42.886 e, desses, 18.854 foram instaurados inquéritos”.

Gaetano também apresentou números comparativos sobre esclarecimentos de homicídios (51%, em 2014; 83%, em 2015; 77%, em 2016; e 87%, de janeiro a setembro deste ano) e sobre latrocínios, que são os roubos seguidos de morte (61%, em 2014; 74%, em 2015; 68%, em 2016; e 14%, de janeiro a setembro deste ano). Ao final de sua exposição, Gaetano frisou: “nossos policiais têm feito tudo o que é possível para a garantia de que o serviço seja exemplar”, afirmou.

Estatísticas

Após a exposição de Gaetano, o prefeito de Praia Grande e presidente do Condesb, Alberto Mourão, defendeu que não se pode ficar preso a estatísticas. Para ele, é necessário que os casos registrados tenham informações completas.

“Se não tivermos detalhamento da informação não saberemos como agir. Por exemplo, não adianta apenas registro do furto de pneus. São necessárias informações sobre a circunstância deste furto, onde ocorreu, como ocorreu. Até pelo fato de que esses pneus vão acabar sendo vendidos em seguida. Então, se a Polícia Civil chegar à conclusão que estão vendendo muitos pneus em um lugar, teremos como fazer uma operação especial”, comparou.

Nomeação

Quanto ao reforço do efetivo na corporação, anunciado segunda-feira pelo governador Geraldo Alckmin, serão nomeados hoje 1.565 policiais (delegados, investigadores, escrivães e agentes da área científica), que ficarão à disposição de Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, os Deinters.

Nesta terça, A Tribuna solicitou informações sobre a data e o total de policiais que será enviado para a Baixada Santista e Vale do Ribeira (Deinter 6, que abrange 24 cidades), mas até o fechamento desta edição não obteve resposta da SSP.

Segunda-feira, ao anunciar as nomeações, Alckmin disse que a região teria prioridade. No entanto, o governador informou que a definição seria técnica. Devido à falta destes números, na reunião sobre segurança pública, os prefeitos decidiram cobrar ao delegado geral da Polícia Civil um maior efetivo para o Deinter 6.

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