Depois do silêncio, Wanderlei de Paula fala sobre enfermidade pela primeira vez

Da esquerda para a direita: William, Wanderlei, D. Izabel (a matriarca), Welyton, Washington e Wagner – Apoio incondicional da família. (Foto: Yoahana de Paula)

Da Redação

Wanderlei de Paula, membro de uma das famílias mais tradicionais de Peruíbe, acaba de publicar em seu perfil no Facebook o motivo de sua sentida ausência, principalmente depois de passado o período eleitoral do ano passado, quando foi candidato a vereador, conquistando a terceira suplência em sua coligação.

Proprietário da De Paula Corretora de Seguros, empresa que fundou há 18 anos, assim que deixou promissora carreira como gerente em instituições como Banco do Brasil, Banco Econômico e Banco Excel, Wanderlei recebe o carinho de centenas de amigos que, até este momento, já chegam a 300 manifestações para o seu desabafo e esclarecimento sobre a doença que o acometeu há alguns meses, e que o obriga a andar com ajuda de andador e cadeira de rodas.

Aos 55 anos, dos quais 50 morando em Peruíbe junto com a família, casado, pai de três filhos, Wanderlei de Paula, além das atividades empresariais, participou ativamente de atividades esportivas e culturais da cidade. Jogador de futebol amador, músico desde criança, e grande incentivador do carnaval de rua de Peruíbe, Wanderlei agora se vê obrigado a estar recolhido em sua casa, de onde ainda vem administrando a corretora de seguros, que hoje é gerenciada pelo seu filho mais velho, Luiz de Paula Neto, recentemente formado em Administração de Empresas.

Encontro inesperado com a ELA

A pergunta frequente de Wanderlei é esta: “Por que eu?”. A pergunta procede. Afinal, a Esclerose Lateral Amiotrófica – doença neurológica que destrói o comando central nervoso a partir da medula – acomete uma ou duas pessoas entre 100.000. É uma loteria, de difícil explicação, já que a doença não tem causa conhecida na literatura médica, e também – infelizmente, ainda não tem cura.

A peregrinação de Wanderlei de Paula desde que fechado o diagnóstico da ELA é dura, penosa e árdua. Os tratamentos alternativos como o de células-tronco ainda não passam de experimentos sem histórico de sucessos. Os cuidados que tem tomado com suas visitas rotineiras a fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pilates e outros conseguem mantê-lo firme em sua esperança e propósito de correr atrás do milagre do bom Deus, que, conforme crê a família e amigos, está atento a estes momentos difíceis.

Nos Estados Unidos

Um raio de luz parece ter se acendido em um hospital especializado em tratamentos de escleroses, em Boston, nos Estados Unidos. A documentação médica de Wanderlei está sendo traduzida para o inglês, e deverá ser encaminhada para o hospital na América do Norte. Somente depois de analisados estes documentos é que o hospital poderá oferecer o sinal verde para a viagem e tratamento.

Com o anúncio oficial de seu estado de saúde (veja abaixo), Wanderlei esclarece o real motivo de sua ausência das redes sociais e do escritório, assim como de lugares que costumava frequentar como o famoso point do Restaurante do Valussy, na Estação, e os jogos de bola (com churrasco) no Peruibão.

Os amigos que desejarem vê-lo para levarem seu abraço até ele, podem visitá-lo em sua casa, pedindo-se apenas que evitem grande fluxo de pessoas ao mesmo tempo, e que liguem antes para evitar encontrá-lo em momento que esteja descansando, ou que esteja fora, em visita médica.

A seguir a íntegra de sua nota no Facebook:

Eu andei afastado das redes sociais por algum tempo. Hoje resolvi escrever o motivo. Meus amigos mais próximos sabem por quê.

Em agosto do ano passado foi diagnosticado que estou com uma doença chamada ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica. Essa doença afeta a força muscular, fala e equilíbrio.

Hoje eu ando com auxílio de um andador ou cadeira de rodas. Falo com uma certa dificuldade. Faço sessões de fisioterapia, pilates e fono, além dos inúmeros remédios que tomo, inclusive antidepressivos.

Estou administrando o escritório da minha casa. Meu filho Luiz que acabou de se formar em Administração de Empresas, junto com minha competente equipe está cuidando dos 2.000 clientes que conquistei nesses 18 anos de existência da De Paula Seguros.

Quanto à doença, ainda não descobriram a cura. Mas, não posso desanimar.

Agradeço minha família, principalmente minha esposa que tem cuidado muito bem de mim; meus irmãos, e amigos que têm vindo me visitar.

Peço uma corrente de oração para que Deus ilumine meu caminho, e também dos pesquisadores que estão atrás da cura desta, e de outras doenças.

Deus nos abençoe!

Leia também:

Nota de falecimento – Selma Jerônimo