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SINTRAPE “acorda” depois de 4 anos, e pressiona prefeito por aumento

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Vereadores, representantes do sindicato e da administração em reunião para fecharem acordo salarial (Foto: Perfil do SINTRAPE/Facebook)

Da Redação

Em uma ação inusitada e inesperada a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Peruíbe (SINTRAPE) “coloca a faca no pescoço” do prefeito Luiz Maurício por uma pauta de reivindicações cujo tema principal é um aumento de 12% para o funcionalismo.

À primeira vista parece ser uma ação normal e até dentro das obrigações do sindicato, até porque a data-base da classe se aproxima, e é justo mesmo que se sentem à mesa de negociações representantes do executivo e dos funcionários. A questão, porém, é que, sequer passou 30 dias desde que Luiz Maurício assumiu o poder municipal, tendo assumido – como todos sabem – aquela que talvez venha a ser a pior situação financeira de toda a história do município.

O prefeito prefere não falar do passado, e não quer revanchismo nem qualquer coisa que estimule uma “caça às bruxas”, preferindo deixar que os tribunais de contas do estado e da união, assim como o ministério público se manifestem sobre os números negativos que serão apontados no balancete do primeiro mês de governo, onde estarão demonstradas a real situação das finanças municipais – como ela foi deixada pela ex-prefeita Ana Preto, e como deve ficar a partir de seu gerenciamento.

A trégua solicitada pelo prefeito para toda a população parece não ter encontrado ressonância junto à diretoria do SINTRAPE que, estranhamente, passou os quatro anos do governo Ana Preto fazendo de conta que defendia os interesses dos trabalhadores, mas que tiveram que conviver com a suspeita de conluio e conivência com o poder, o que podia ser atestado quando até mesmo o presidente licenciado do sindicato – o hoje vereador Eduardo Teles – chegou a assumir cargo de primeiro escalão no governo anterior, levando para compor o governo até mesmo alguns parentes de outros membros da diretoria sindical.

“Tiro nas costas”

Se considerado que o atual prefeito Luiz Maurício, e seu vice André de Paula, tenham sido talvez os dois únicos vereadores do mandato anterior que sempre se mantiveram atentos em defender os interesses dos trabalhadores, com ações bem acima daquelas que os “comprometidos” diretores do SINTRAPE encetavam, como as inúmeras representações junto ao Ministério Público denunciando os descasos perpetrados pela ex-prefeita Ana Preto, é mesmo de se pensar que pode estar havendo uma inconfessada ação política por parte do SINTRAPE visando desestabilizar o governo Luiz Maurício mal tendo ele assumido o governo, e mal tendo se inteirado plenamente da efetiva situação das finanças municipais.

A suspeita é maior quando um desses que “acordaram” não é outro que o ex-presidente do sindicato, o hoje vereador Eduardo Teles. A história aponta que Eduardo Teles deve a sua ascensão sindical a Paulo Henrique Siqueira – o Paulão – que, a mando do ex-prefeito José Roberto Preto, trouxe a Força Sindical para tomar o sindicato das mãos da CUT, e financiou a eleição de Teles, com a promessa de terminar as obras da sede do SINTRAPE, o que foi cumprido com rigor por José Roberto Preto que, segundo informações extraoficiais, teria bancado a construção da suntuosa sede do sindicato com dinheiro do próprio bolso.

Aumento

A questão maior não está na discussão dos 12% que o sindicato pede para a classe, ou nos 3,67% que o prefeito oferece. Há muito mais o que se discutir em favor do funcionalismo, como os direitos fundamentais dos trabalhadores que deixaram de serem cumpridos por Ana Preto, com evidente beneplácito dos representantes do funcionalismo municipal. A cesta básica e o vale-refeição, por exemplo, acabaram esquecidos até mesmo pelos próprios funcionários, que já não acreditavam que viriam a receber qualquer coisa do que lhes restou devido, o que acabaram não recebendo mesmo.

O problema está no momento. Ninguém em sã consciência poderia duvidar de duas coisas que parecem latentes hoje: primeiro, os cofres públicos estão minguados, a dívida pública municipal é estratosférica, a arrecadação está prejudicada pela sacanagem de caso pensado promovida pelos antigos gestores, e até mesmo repasses importantes de verbas estaduais e federais estão também prejudicados porque a ex-administradora do município deixou de cumprir com suas obrigações; segundo, o prefeito Luiz Maurício foi o vereador que mais defendeu os trabalhadores na câmara pelos quatro anos em que esteve na câmara, e hoje afirma-se ser o prefeito que mais tem e terá interesse em contribuir para que muitos dos prejuízos acumulados pelos funcionários públicos municipais sejam sanados e reconstituídos.

É bastante conferir que uma das primeiras declarações do prefeito Luiz Maurício assim que assumiu foi a de anunciar preferência à folha de pagamento que foi honrada dentro do prazo legal para os que recebem menos, e depois acertada para os demais trabalhadores. E isso só foi possível graças à credibilidade que já de início conquistou junto a fornecedores de bens e serviços da prefeitura que, mesmo com repasses atrasados, entenderam a situação, continuaram prestando os serviços normalmente, e souberam – como estão sabendo – esperar até que as contas se ajustem.

Perguntando sobre se não estaria havendo contrassenso entre seu discurso enquanto vereador que defendia os trabalhadores e, agora, como prefeito, Luiz Maurício lembra que “o momento é diferente”. O prefeito informa que, “embora todos os anos o sindicato ameaçasse o governo Ana Preto de greve, com meu apoio, a desculpa que ofereciam é a de sempre: ‘não tem dinheiro’”. Para Luiz Maurício, a ex-prefeita aumentava as despesas, e depois dizia que não podia dar aumento.

Embora não afirme que esteja formalmente pedindo uma trégua, Luiz Maurício afirma que está “consertando a casa”. Com medidas como redução de cargos comissionados e corte nas horas extras, o prefeito tem conseguido uma economia substancial com gastos com pessoal que estavam perigosamente atingindo os limites impostos pela lei.

Dentre as medidas que estão pautadas pelo prefeito Luiz Maurício estão as negociações junto aos governos municipal e federal para que o município volte a ter crédito e volte a receber repasses que estavam bloqueados em razão da inadimplência do município principalmente junto à carteira de previdência municipal.

Para o prefeito “é preciso aumentar a arrecadação, e isto não se faz onerando o povo, com aumento de impostos, por exemplo, mas sim buscando recursos e investimentos que permitam que entre mais dinheiro nos cofres da prefeitura. Só assim poderemos investir mais na cidade, e, também, oferecer mais condições de salário e benefícios para o funcionalismo”, conclui.

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