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Projeto “A volta de quem nem bem veio”

O que não foi vivido totalmente, volta. (Fabrício Carpinejar)Pois é. A contingência obrigou-me a retornar para Peruíbe; a contingência obriga-me a voltar para São Paulo, de onde, percebo, teria que ter lutado um pouco mais, e não ter voltado.

Digamos que tentei por tentar. Quando se vai chegando aos 60 essa coisa de tentar parece estranho, já que o tempo começa a ficar exíguo e o medo de não vencer os obstáculos é maior.

Bem que poderia estar bem em Peruíbe; afinal, é quase minha terra de berço, vez que vim para cá com nove anos de idade, começando a contar meio século de presença por estas bandas. Mas um estigma me persegue desde quando tinha apenas 16 anos e ousei enfrentar os poderosos da política local. Marcado como o gado que nem para o matadouro serve, parece mesmo que não virei a ter vez e voz em Peruíbe. Mais uma vez.

O candidato que eu não tinha perdeu e o candidato que eu tinha não ganhou. Poucos haverão de compreender esta frase cheia de enigmas, mas é para poucos que ela é escrita mesmo.

O fato é que agora não importa. Não vou lutar, mais uma vez não vou lutar como os que se rebaixam ao nível da indecência e da imoralidade para pedir emprego de cabide no imenso varal da administração pública. E como sei ser difícil que a porta se me abra para lugar onde sei que posso oferecer um pouco do que conheço para o empenho de ajudar a melhorar essa cidade, prefiro voltar. Melhor volta, mesmo.

Tentei, sem sucesso algum, empreender um empenho coletivo para voltar. Não houve uma só alma que ajudasse, nem de parentes, nem de amigos, e muito menos dos políticos que tanto se assanharam por me quererem bem perto deles, mas que acabaram sumindo em meio à fumaça das promessas que fizeram e não cumpriram. Para mim e para muitos, aqui, ali e acolá.

Sendo assim, não me olvido em pedir que, se puderem ajudar nesse intento de retornar para São Paulo, que o façam. Afinal, quem sabe haja quem ou quantos em São Paulo que tenham se ressentido de minha ausência, até pela modesta participação nossa – minha e de minha esposa – na administração da igreja que frequentávamos, por exemplo, e possam estes acenar com sempre benfazeja contribuição.

Começo assim mais esta “vaquinha”. Ela tem um valor que considero integral para o processo de locação de imóvel, acerto de pendências, montagem de pequeno empreendimento, mudança e acomodação. Mas você pode contribuir com qualquer valor que entender suficiente para compor esta solicitação cooperativista.

Agradeço, desde já, no que e com o que puder ajudar. Não pode ajudar financeiramente? Ore. Sua oração fará bem a nós, e alimentará nossa confiança no bom Deus de que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam, em espírito e em verdade”.

Acesse já, e contribua: http://bit.ly/2e7v006

Deus abençoe.

Washington Luiz de Paula

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