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Claudete Andreotti é condenada à retratação pública por crime contra vereadores

Da Redação

A blogueira Claudete Andreotti, do site “Boca de Rua” foi condenada pela 2ª Vara de Execuções Criminais do Fórum da Comarca de Peruíbe a fazer ampla divulgação em seu sítio na internet de um “mea culpa” no qual declara que cometeu excessos ao ultrapassar os limites da liberdade de manifestação de pensamento para cometer “atos ilícitos” quando divulgou “expressões inverídicas, caluniosas, injuriosas e difamatórias”, com irreparável “lesão à honra, imagem e personalidade dos ofendidos”.

Os “ofendidos”, no caso, são os então vereadores Adenilson Alves Pereira (Nilsão), Antônio Francisco Ricardo (Toninho do Frango), Hertes de França (França), José Arruda Ramalho (Zé do Pio), José Pedro Gomes de Oliveira (Oliveira) e Nivaldo Vieira Pereira (Bahia). Todos estes compunham a base de apoio da ex-prefeita Milena Bargieri, cujo governo foi demasiadamente bombardeado pela blogueira que parecia não se cansar na publicação de acusações, algumas, como se vê pela decisão judicial presente, não condizendo com a verdade.

Embora o dano moral seja de difícil reparação, e parece merecer paliativo de ressarcimento de ordem pecuniária, a Justiça costuma se fazer valer deste tipo de retratação pública com o fito de dar oportunidade à própria acusadora de deixar claro que mentiu ao fazer as acusações que fez. Resta saber se o fez de forma deliberada, sabendo que mentia, ou se a acusação mentirosa foi motivada por falta de conhecimento da matéria que procurava denunciar. De uma ou de outra forma, errou a plumitiva, e deve mesmo fazer o possível agora para recobrar a própria credibilidade, devolvendo-a àqueles que levianamente ofendeu.

Segundo o escritor Washington Luiz de Paula, responsável pelo blogue de maior audiência na cidade – “O Que Escrevi, Escrevi” –, que coleciona 40 anos de experiência na arte de escrever sobre política e políticos, tendo sido inúmeras vezes processado, sendo que em algumas destas vezes chegou a ser condenado a promover reparação semelhante, “a palavra, falada ou escrita, é uma arma; é uma flecha e não um bumerangue: depois de lançada não volta atrás. E, se atingir o alvo, a ferida que promove é de difícil cicatrização”, ensina, para emendar: “O que a Justiça pretende é, de algum modo, fazer com que a flecha volte ao acusador, como se fosse um bumerangue, fazendo o algoz sofrer ao menos em parte mal igual ou semelhante ao que acabou provocando na vida das pessoas que perseguiu e atingiu com suas setas inflamadas”.

Na TV

Além de publicar a nota de retratação pública em seu blogue (veja íntegra abaixo), Claudete Andreotti teve que buscar espaço no programa “Na Mira!”, assinado pelo jornalista Cristen Charles para ler ela própria a íntegra da nota. O programa foi gravado e registrado no Youtube, como pode se ver também abaixo.

Nota de Retratação (Ordem Judicial)

RETRATACAO-ORDEM-JUDICIAL

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