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Onira deixa PT em Peruíbe, “pela porta dos fundos”

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Depois de três mandatos como vereadora, e de duas tentativas de se eleger prefeita, Onira deixa o partido que ajudou a fundar e a construir em Peruíbe

Da Redação

Depois de ter aparecido, como que ressurgida do limbo onde foi democraticamente colocada ao perder o poder e a direção sobre o Partido dos Trabalhadores em Peruíbe em novembro de 2013 (veja aqui), a ex-vereadora Maria Onira Betioli Contel parece mesmo ter deixado o Partido dos Trabalhadores em Peruíbe, seguindo a receita de várias lideranças do partido em todo o Brasil que, ao perceberem que perderam espaço, vez e voz em suas agremiações de origem, acabaram mesmo debandando para outras siglas. O exemplo mais notório é o da senadora e ex-prefeita de São Paulo, Martha Suplicy que deixou o PT filiando-se ao PSB.

Onira não vai para o PSB, nem para o PCdoB ou PCB, como supunham alguns. Segundo fontes ainda não efetivamente confirmadas, ela e seu fiel escudeiro e companheiro, José Márcio dos Santos Cunha, teriam ingressado junto ao Cartório Eleitoral com uma nova provisória do PDT – Partido Democrático Trabalhista, cujo diretório sai do controle de Ricardo Baldim, mas com forte viés de aproximação do empresário e ex-vereador Emer Elias Abou Jaoude. O objetivo desta manobra pode até mesmo vir a ser a inversão dos papéis entre Onira e Emer, que, em 2012, foram candidatas a prefeita e vice, respectivamente. Emer, que já está em campanha, e não esconde de ninguém que é candidato a prefeito mesmo, poderia ter aceitado fechar com Onira para sua vice.

Conforme fonte que esteve próxima da campanha a prefeito e vice de Onira e Emer em 2012, a manobra pode ser resultante de “dívida” e acerto de campanha. Afinal, Onira deve a Emer bem mais que 50% dos aproximadamente 10.000 votos que teve em 2012, assim como também quase que a totalidade do financiamento de sua campanha.

“Pela porta dos fundos”

A saída de Onira do PT, no entanto, acabou criando um misto de frenesi e insatisfação dentro das fileiras dos companheiros petistas peruibenses.

Para muitos a sua saída era só uma questão de tempo, e era até esperada como motivo a ser comemorado. Mas, não contentes com o ostracismo que o vereador Ricardo Corrêa dos Santos e a atual presidente Damares Oliveira impuseram à ex-líder do partido da cidade, parece mesmo que o se queria era impor a ela uma nova derrota, desta vez nas convenções de escolhas dos candidatos para as eleições de 2016, o que deve acontecer em julho do ano que vem.

Um importante e histórico filiado, em telefonema à Redação na noite de ontem, deixou claro que, se este veredicto estiver sacramentado, Onira decepcionou e, segundo ele, antecipou uma irreversível derrocada política tanto dela, Onira, quanto de seu companheiro, José Márcio.

Saída inesperada

Para os analistas da política de Peruíbe, a saída de Onira do PT até que poderia ser esperada, mas não depois da entrevista que concedeu semanas atrás para o tradicional Jornal Acontece, de Peruíbe (veja aqui).

Nela, Onira não só faz severas críticas à atual administração municipal, a quem diz ser “um desastre absoluto”, como também critica o posicionamento de, segundo ela, alguns “filiados que apoiam e até ganharam portarias na prefeitura, apoiando este péssimo governo municipal”, ratificando seu parecer sobre o comando da prefeita Ana Preto à frente do Executivo.

Para Onira, ainda em sua entrevista ao Jornal Acontece, “já outros filiados, como eu, temos uma posição diferente, não comungando deste posicionamento”. E sinaliza para o que chama de “5º Congresso Nacional” que “deverá apontar novos rumos ao PT (inclusive com a possibilidade de antecipar o fim do mandato das direções partidárias.) ”, o que poderia indicar sua disposição de voltar a concorrer pelo controle do partido em Peruíbe.

Embora na mesma fala, Onira tenha também deixado claro que “o prazo para mudar de partido – direito de todos – finda somente no início de outubro, conforme prevê a legislação eleitoral”, é possível “ler” nas entrelinhas aquilo que a ex-vereadora sabe muito bem: a “quebra de braço” entre ela e o vereador Ricardo Corrêa no que diz respeito a influência partidária tanto em São Paulo quanto em Brasília é covardia, já que Ricardo tem muito mais “corrida” que Onira. Um importante aliado da ex-vereadora teria desabafado: “Ela perdeu o bonde da história!”.

Resposta dura

Em pronta resposta ao posicionamento de Onira ao repórter do Jornal Acontece, o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores se reuniu e redigiu pronunciamento assinado pelo líder do partido da Câmara, vereador Ricardo Corrêa dos Santos, e pela presidente, Damares de Oliveira Santos, no qual rebate a acusação de “racha” no partido.

Para o atual diretório, embora a palavra em tom de desabafo da ex-vereador Onira seja legítima vez que “todo mundo tem direito de expor sua opinião”, ela não tem mais autoridade para falar em nome do partido. No documento (vide abaixo), fica claro que Onira teria se afastado das decisões do partido e, portanto, não tem de que reclamar.

Quanto à proposta de antecipação de eleições do diretório, o documento deixa claro que Damares de Oliveira Santos seria reconduzida ao cargo de presidente do diretório municipal sem dificuldades: “Pegamos o partido com 80 filiados; hoje temos 320”, diz a nota.

Para os signatários do documento, o partido já vem recebendo indicações de pré-candidaturas para prefeito e vereadores para 2016. “Já temos alguns candidatos a prefeito, que são o vereador Ricardo Corrêa, a nossa Presidente Damares, o militante e fundador do partido Toninho Góes e o Professor Betinho”. E acrescenta: “outros nomes poderão surgir, e todos serão submetidos à decisão plenária da convenção partidária”.

Veja a íntegra do manifesto do PT sobre o caso Onira:

Estaria mesmo rachado o PT em Peruíbe?

Não entendemos que o PT em Peruíbe está rachado, pois o Partido dos Trabalhadores, tanto a nível municipal como nacional, é muito maior do que qualquer um que tenha pensamentos antagônicos ao pensamento da direção do partido.

O PT sempre foi um partido onde as questões internas são resolvidas dentro do próprio partido. O que acontece no momento é que alguns poucos filiados que não tiveram seus objetivos pessoais alcançados e estão sem comparecer ao partido desde as últimas eleições municipais, estão querendo mostrar um partido dividido, quando não está.

O PT é uma instituição com regras claras. Temos as eleições diretas que elegem desde o presidente nacional até as direções municipais de forma democrática, através do voto direto de todos os filiados. Aqui em Peruíbe não foi diferente na última eleição para a composição do diretório. Hoje temos uma direção constituída que tem à frente a companheira Damares, e também o nosso representante na Câmara Municipal, que é o vereador Ricardo Corrêa.

O que vem ocorrendo hoje é que alguns filiados, ao não comparecerem nas decisões importantes do partido, agora se veem no direito de ir para a imprensa para dar suas opiniões que, mesmo sendo legítimas, pois todo cidadão tem liberdade de expor o contraditório, não quer dizer que seja uma posição do partido oficialmente falando.

Damos como exemplo o apoio ao governo da prefeita Ana Preto, o que foi amplamente debatido nas instâncias partidárias do PT, tanto municipal como regional, através da direção da Macrorregião, direção estadual e direção nacional. As deliberações do nosso partido são sempre abertas aos filiados, apesar do voto ser de responsabilidade da direção executiva e do diretório municipal.

Se refrescarmos a memória, veremos que fizemos aliança para eleger o então candidato e depois prefeito José Roberto Preto em 2008. Como podemos entender que o nosso partido esteja rachado se tudo o que fazemos é de acordo com as normas partidárias?

Infelizmente alguns filiados levam para fora as suas convicções pessoais e particulares. Estas pessoas têm objetivos políticos outros que não os decididos pela maioria do partido. Elas desejavam ter um PT como oposição ao governo atual apenas com um objetivo: pensando as eleições de 2016, o que é totalmente contrário ao pensamento da atual direção que tão-somente pensa no município e na sua população.

Nós nunca faremos o que fazem os outros partidos, que se fizeram oposição desde o primeiro dia de governo. O que esses partidos contribuíram para o município? Parem e reflitam sobre isso.

Nós até poderemos vir a fazer uma oposição, mas garantimos que ela será sempre construtiva e propositiva. Oposição da forma que é feita atualmente e como alguns poucos filiados querem, que é “política do quanto pior, melhor”, jamais aceitaremos. Basta o exemplo da oposição insana e inconsequente trabalhando contra o governo federal do PT. Jamais permitiremos que isso ocorra em nosso município.

A direção atual do PT, através da presidência e até mesmo de seu diretório, tem o objetivo de fortalecer o partido, lembrando que, quando assumimos, encontramos um partido sem ao menos um local para encontros e reuniões, um partido personificado com apenas 80 filiados, sendo que a maioria sequer era participativa; ou seja, aí sim partido realmente rachado, onde poucos tomavam decisões sabe-se lá onde, quando a grande maioria dos simpatizantes e filiados nem local de encontro tinham. A realidade hoje é outra: hoje temos um partido com local próprio para o Diretório Municipal e contamos com 320 filiados, todos com direito a vez, voz e voto. E são esses que decidem o destino e as deliberações do PT. Sinceramente, não podemos entender como racha a opinião de alguns poucos filiados que sempre acharam estarem cima do bem e do mal e, como sempre fizeram, acharem que são os únicos donos da verdade.

Lembramos que caso o V Congresso do PT venha a aprovar a possibilidade da antecipação das eleições partidárias, aqui em Peruíbe nada mudaria, pois como a grande maioria dos filiados atuais aprovam a direção atual, com certeza manteríamos a companheira Damares na presidência e a atual Executiva e diretório sem alterações.

É verdade que até outubro existe mesmo a possibilidade de mudança de partido para que os filiados concorram a cargos públicos em 2016. Por isso mesmo, entendemos que os filiados insatisfeitos têm todo o direito de procurar outras legendas políticas nas quais se sintam melhor representados. E cintamos como exemplo da senadora Marta Suplicy que, depois de muito ter contribuído com o Partido dos Trabalhadores, agora, por objetivo bem pessoal que é o de concorrer à prefeitura de São Paulo nas próximas eleições, houve por bem sair do PT.

E o que pretendemos, então, para as eleições de 2016 em Peruíbe?

Já temos decidido que o PT não virá como coadjuvante nas eleições do ano que vem. Como sempre pretendemos participar do processo eleitoral como “ator principal”, o que não significa que já tenhamos decidido que o partido lançará candidato próprio à prefeitura. Mas esta é uma hipótese que não está descartada. Porém, da forma que estamos atuando desde o início do atual governo, apoiando e ajudando o município da melhor forma possível, já começamos o debate interno para as próximas eleições.

Uma coisa é certa: Vamos fazer o que a Executiva, o Diretório e os companheiros filiados aprovarem de forma democrática como foi feito até agora no mandato da gestão atual à frente do partido. Sendo assim, aproveitamos para convocar todos os filiados que desejarem concorrer a eleição de vereador ou até mesmo a de prefeito nas próximas eleições, a que procurem a direção do partido para manifestar e registrar este desejo. Diante disso, lembramos que já temos quatro pré-candidatos devidamente assumidos para o cargo de prefeito, que são o Vereador Ricardo Corrêa, a nossa Presidenta Damares, o militante e fundador do partido Toninho Góes e o Professor Betinho. Outros nomes poderão surgir, e todos serão submetidos à decisão plenária da convenção partidária.

Em nossos debates internos tem aparecido também a possibilidade do partido sair coligado com outro partido, apresentando um nome como vice-prefeito em alguma chapa, porém com a exigência de participar do plano de governo que deverá ser apresentado.

Diante disso, vê-se que o nosso partido está mais unido do que nunca. Em nenhum momento da história do Partido dos Trabalhadores de Peruíbe houve tamanha participação dos companheiros filiados nas decisões pelo destino do partido. O Partido dos Trabalhadores não é um partido de uma pessoa, ou de duas. O Partido dos Trabalhadores é de todos!

Damares (Presidente do PT) e Ricardo Corrêa (Vereador do PT)
PARTIDO DOS TRABALHADORES – DIREÇÃO MUNICIPAL DE PERUÍBE

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