Após dois meses, estudantes de Peruíbe ainda aguardam entrega de material didático

De A Tribuna Online

Assim como em escolas da Baixada Santista, as férias para os estudantes da Escola Estadual Carmen Miranda, em Peruíbe, terminaram mais cedo. Em razão dos jogos da Copa do Mundo, na escola, o ano letivo teve início ainda em janeiro. Mas apesar da antecipação do início das aulas, um item primordial para o ensino de estudantes em sala de aula está mais do que atrasado: o material didático.

Já no final do primeiro bimestre letivo, Rosilda Melo, mãe da estudante Laura de Melo Mendes, que está matriculada no 1º ano do Ensino Médio, teme que o aprendizado da jovem e de outros alunos de sua turma acabe sendo prejudicado. “Espero que, mesmo com o atraso de 60 dias após o início das aulas, o departamento responsável pela entrega do material didático agilize a entrega, para que, ao menos no segundo bimestre, os alunos não venham a sofrer novos prejuízos”, lamenta.

A falta de material, segundo Rosilda, afeta, exclusivamente a turma matriculada no período da tarde. “Tenho um outro filho que está no 2º ano. Ele recebeu normalmente o material didático que serve de apoio durante a aula. Também soube pela própria direção da escola que a turma do 1º ano, matriculada no período da manhã recebeu as apostilas de todas as disciplinas. Apenas a turma da tarde ficou sem receber o material”.

Rosilda conta que chegou a procurar a escola, mas foi informada pela direção da unidade que o material enviado pela Secretaria de Educação foi menor do que a demanda de estudantes matriculados no 1º ano. “Falaram na Diretoria de Ensino que a escola recebeu uma reserva estratégica, mas o que eu soube é que a coordenadora da escola trouxe, inclusive em seu carro particular, algumas apostilas e que alguns professores estão usando como rodízio em todas salas, levando-as consigo para que os alunos copiem em seus cadernos o conteúdo”.

Em busca de soluções para o problema na unidade de ensino, Rosilda conta que, além da imprensa, procurou o Juizado da Infância e da Juventude, para que intervenha, por meios legais, e assegure o direito à educação, preferencialmente de qualidade, conforme rege as leis. “Sou mãe, pago impostos, portanto, não quero nada além dos meus direitos como cidadã”.

Procurada, a Secretaria de Educação do Estado informou que a Diretoria de Ensino de São Vicente apura o ocorrido e informa que já foram solicitadas mais apostilas
para serem entregues na próxima semana na unidade de ensino.

Leia também:

Nota de falecimento – Selma Jerônimo