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Queria entender…

Queria sinceramente entender suas preferências e escolhas…

Queria também que meus credores entendessem estas suas escolhas e preferências…

Você, que já enricou o religioso supremo em período de menos de um ano, tirando-se de uma situação pré-falimentar quando sequer a prestação de um carro podia honrar, mas que agora pode comprar à vista um solar lá no céu junto às estrelas chamadas de “Três Marias”, bem poderia ser mais justo com todos os seus amigos, principalmente com aqueles que passaram pelas agruras pelas quais você mesmo passou, num tempo em que ninguém queria saber de você, sequer para lhe dar uma carona, e que hoje nojentamente lhe bajula não pelo que você é, mas pelo que de poder que você tem à mão.

Mas, que obrigação tem você para este ou aquele? Que obrigação tem você para comigo? Respondo: nenhuma! Portanto, se assossegue.

Tudo o que eu queria mesmo era ter independência financeira o bastante para poder encher a boca e, ao invés de dizer que entendo você, manda-lo solenemente à merda! E como não tenho essa independência, e como migalhas ainda teimam por me sustentar, eu me calo. Calo-me e sofro. Sofro e morro a cada dia um pouco diante de minha própria incapacidade de suplantar o vaticínio de meu pobre e falecido pai, que era quem dizia: “esse meu filho é inteligente; só não sabe ganhar dinheiro”.

Luiz de Paula tinha razão.

Washington Luiz de Paula

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