Corrida por partidos mostra antecipação da campanha de 2016

Baldim (direita) posa ao lado do “Lula” peruibense, durante a última campanha eleitoral.

Da Redação

Uma verdadeira corrida por partidos vem sendo encetada em Peruíbe, como se imagina acontecer em quase todas as cidades brasileiras neste ano de 2014, embora as eleições municipais estejam ainda teoricamente distantes.

A corrida evidencia duas coisas: a preocupação por “segurar” o maior número de partidos com vistas a futuras negociações de apoio a este ou aquele candidato, ou porque a sede pelo poder é bem maior do que a vontade em ajudar na promoção do bem para o povo.

Exemplos é que não faltam. Para um modelo “democrático” em que basta que você tenha 500.000 assinaturas para conseguir formar um partido, o Brasil até que é pródigo nestes: São 32 partidos regularmente funcionando, e outros 26 aguardando aprovação pelo TSE. Em Peruíbe, nas últimas eleições foram 25 partidos participando do pleito, dos quais apenas 11 conseguiram eleger representantes no Legislativo.

Não é difícil ver este ou aquele velho conhecido da política peruibense propalando a quatro ventos que “controla” dois ou três partidos. O ex-candidato a vereador e a deputado estadual, empresário Ricardo Baldim ilustra bem este fato. Segundo um colaborador e amigo muito próximo, apesar de não ter “sorte nas urnas”, uma vez que não só não se elegeu em suas duas últimas tentativas, mas também não conseguiu eleger seu irmão Adolfo Baldim, que foi candidato a vereador em 2012, Baldim teria sob seu controle hoje pelo menos três partidos: O PDT, o SOLIDARIEDADE e o PÁTRIA LIVRE.

A evidência desse domínio pluripartidário fica para o fato de “com a criação do SOLIDARIEDADE, Ricardo Baldim, que é do PDT, transferiu seu fiel escudeiro Mauro Machado, que era vice presidente do PDT, para organizar o novo partido”, informa esse seu amigo que roga pelo anonimato.

Samba do crioulo doido

Evidente que a nível nacional os partidos nanicos pouco estão se importando com o quem é quem em cada cidade. Afinal, se fosse parar para ouvir toda e qualquer história sobre este ou aquele filiado, não teria tempo sequer para se organizar rumos ás eleições de outubro deste ano, que já vem se avizinhando. É só passar a Copa.

Mas fatos como esses dão um tom curioso sobre quem este ou aquele “cacique” apoiaria para deputado agora em 2014. Ricardo Baldim teria que decidir entre dois linhas-duras da política estadual, a saber, Paulinho da Força (SOLIDARIEDADE) ou o Major Olímpio (PDT).

Descobertos, afinal, onde estão os caciques, fica a pergunta: e os índios, onde estão, e como é que ficam?

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