Após investigação, assassino do PCC é preso em Peruíbe

Acusado tinha como função executar rivais da facção criminosa e devedores dos pontos de vendas de drogas controlados pela quadrilha

Por , no Diário do Litoral

O crime organizado de Peruíbe sofreu um duro golpe. Após 15 dias de investigações minuciosas, a Polícia Civil daquele município prendeu na noite da última quinta-feira, A.C.N., que é vinculado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O acusado tinha como função executar rivais da facção e devedores dos pontos de drogas mantidos pelo PCC nas cidades de Peruíbe e Itanhaém.

A.C.N. ainda era responsável pela distribuição dos entorpecentes comercializados pelo PCC nas duas cidades. Ele era membro de confiança da facção no Litoral Sul e também controlava a venda de drogas na Vila Erminda, bairro onde residia. Para manter-se dentro dos padrões da legalidade, A.C.N. utilizava documentos falsos, subtraídos de uma pessoa cujo nome inicial é Paulo.

Dessa forma, A.C.N. abriu firma em seu nome e trabalhava no período da manhã em um posto de gasolina como faxineiro, além de realizar diversas transações bancárias. Com os documentos de Paulo, A.C.N. mantinha uma vida normal, morando em uma residência simples e com atitudes que não chamassem atenção da população.

“Anderson é um criminoso contumaz, um braço da organização criminosa PCC no Litoral Sul. Aquele que executa até mesmo a morte de seus pares e que não mede esforços para conquistar dinheiro e poder. Ele é membro de confiança”, pontua o delegado responsável pela prisão do acusado, Francisco Wenceslau.

De acordo com o chefe dos investigadores da Delegacia Sede de Peruíbe, Luiz Fonseca, as diligências que culminaram na prisão de A.C.N. tinham como objetivo localizar a central de distribuição dos tóxicos comercializados pelo PCC. “Durante as investigações, apuramos que A.C.N. era o responsável por executar as ordens da facção na Cidade”, explica Fonseca.

A.C.N. era foragido da Justiça em processo que responde por roubo. O acusado ainda ostentava antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Em depoimento prestado ao delegado Wenceslau, A.C.N. admitiu que utilizava documentos falsos.

Tentou fugir, mas acabou preso

Uma informação foi repassada na noite de quinta-feira ao Setor de Investigações da Delegacia Sede de Peruíbe. “Foi passado que um grande carregamento de drogas seria entregue na casa de A.C.N. para distribuição”, explica Fonseca.

O acusado residia em uma casa simples, de difícil acesso. Ao perceber a aproximação da equipe do delegado Wenceslau e do investigador- chefe, Luiz Fonseca, A.C.N. tentou fugir, mas acabou sendo capturado.

Durante abordagem, o acusado se identificou como Paulo e mostrou a identidade subtraída que portava. Em vistoria no imóvel, os policiais apreenderam três mil cápsulas de cocaína, uma balança de precisão, caderno com anotações referentes ao tráfico e um revólver calibre 38. O carregamento de drogas seria destinado a comercialização neste final de semana.

O verdadeiro dono dos documentos subtraídos por A.C.N. já foi identificado e deverá comparecer na Delegacia Sede de Peruíbe nos próximos dias.

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