Caseiro admite assassinato de microempresária em Peruíbe

Eduardo Velozo Fuccia, em A Tribuna

O caseiro Marcos Fábio Dias de Souza, de 39 anos, admitiu na tarde desta terça-feira, diante de jornalistas, a autoria do assassinato da microempresária Ruth Rodrigues, de 56 anos. A confissão foi dada no Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), em Santos.

“Eu me arrependi de ter matado, mas sobre o motivo só falarei em juízo. Não premeditei nada e só posso dizer que me desentendi e perdi a cabeça. Não existe nada de estupro. Isso não faz parte da minha história. Também não fugi, apenas resguardei a minha família”.

A pedido do delegado Francisco Wenceslau, da Delegacia de Peruíbe, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias de Marcos. Ele foi capturado na madrugada do último sábado na Rodoviária Novo Rio, na capital fluminense, após negociar por telefone a sua entrega à polícia.

O próprio delegado foi ao Rio acompanhado do investigador Luiz Roberto Fonseca e outros policiais. Na viagem de regresso ao Litoral Sul, eles já começaram a indagar o acusado, que admitiu ser o único autor da morte da vítima.

Ruth residia na Vila Matilde, na Zona Leste de São Paulo, mas tinha uma residência de veraneio no Jardim Guaraú, em Peruíbe, da qual Marcos era caseiro há cerca de dois anos e meio. Apesar de ele eximir a sua mulher, Carlla Sales Nunes Paraízo, de 28 anos, de qualquer ligação com o homicídio, Wenceslau também pediu à Justiça a prisão dela.

Arma usada

Um cinzeiro na forma de carranca de madeira maciça, pesando 1,9 quilo e com cerca de 40 centímetros foi a arma utilizada pelo caseiro para matar a microempresária, segundo ele disse aos policiais e aos jornalistas. Ainda conforme o acusado, durante a discussão que ele teve com a vítima, cujo motivo não revelou, Ruth Rodrigues lhe deu as costas, sendo atingida por um único golpe na cabeça, um pouco acima da nuca.

Essa versão é amparada pelo o que o médico Albino Padeiro, do Instituto Médico-Legal (IML) de Praia Grande, atestou no exame necroscópico. Segundo o legista, a vítima sofreu um golpe na região posterior (de trás) da cabeça com o emprego de um taco ou instrumento maciço de madeira ou ferro. A carranca usada no homicídio não foi apreendida.

Crime

Ruth foi morta na segunda-feira da semana passada, por volta das 11 horas, momentos após chegar ao imóvel de temporada. O corpo, porém, só foi encontrado no dia seguinte em uma mata próxima à Praia do Caramborê e às margens da Estrada de Barra do Una.

Na mesma data da localização do cadáver, no Bairro Santa Cruz, perto da divisa com Itanhaém, foi achado o Fiat Doblô da microempresária. O veículo fora incendiado e as chamas o destruíram por completo e ainda causaram a explosão do tanque de combustível.

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