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Duas advogadas de MT são suspeitas de envolvimento com roubo a banco

Uma delas foi presa durante operação deflagrada nesta segunda. Elas são suspeitas de ter ligação com assalto a dois bancos em Comodoro.
Foto: Reprodução/TVCA
Dinheiro foi encontrado dentro de veículo com suspeitos de
roubar banco

Pollyana Araújo, do Portal G1 Mato Grosso

Duas advogadas tiveram a prisão decretada por suspeita de envolvimento com uma quadrilha que assaltou duas agências bancárias de Comodoro, a 677 quilômetros de Cuiabá, em outubro do ano passado. Uma delas foi presa nesta segunda-feira (4). Elas trabalhavam na defesa de integrantes da organização criminosa, conforme o advogado de uma das suspeitas. Ao todo, devem ser cumpridos 10 mandados de prisão preventiva durante uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

No entanto, de acordo com a assessoria do Gaeco, esse número pode ser maior até o final do dia porque é possível que a Justiça expeça mais mandados de prisão. As prisões foram determinadas pelo juiz João Filho de Almeida Portela, da 1ª Vara de Comodoro, e estão sendo efetuadas em várias cidades, incluindo Cuiabá e Comodoro.

Até às 10h30 (horário de Mato Grosso), de acordo com o Gaeco, além da advogada, haviam sido presas outras quatro pessoas suspeitas de participação no assalto, sendo que dois deles já encontravam-se presos na Penitenciária Central do Estado, antigo presídio do Pascoal Ramos, na capital. Os outros cinco suspeitos ainda encontravam-se foragidos.

O advogado de Jackeline Pacheco, presa na operação, informou ao G1 que ainda não conhece o teor da denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) que resultou nas prisões, mas alegou que a cliente não tem nenhuma ligação com a quadrilha. “Imagino que eles (MPE) tenham ouvido em alguma escuta telefônica em que ela tenha combinado honorários com os clientes dela, o que é normal, e tenham se confundido”, avaliou Luciano Augusto Nunes.

Os presos serão encaminhados diretamente para uma unidade prisional. No caso das advogadas, devem ser levadas para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na capital. No entanto, o advogado dela pediu que ela seja encaminhada para outro local. Segundo Luciano Augusto, os advogados têm a prerrogativa e não podem ir para uma cela comum. Ela pediu que a cliente fique no Comando Geral do Corpo de Bombeiros.

Em dezembro do ano passado foi divulgado balanço sobre os assaltos ocorridos de forma simultânea em duas agências que ficam na região central da cidade. Conforme a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), oito suspeitos de participar diretamente ou indiretamente das ações foram mortos e cinco presos. Também foi recuperada a maior parte do dinheiro levado. Do total de R$ 1,8 milhão roubado, mais de um milhão foi encontrado pela polícia depois de uma barreira montada no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Roubo

No dia 30 de outubro do ano passado, o grupo criminoso, composto por cerca de sete homens armados e encapuzados, invadiu e roubou duas agências bancárias e fez 15 clientes e funcionários reféns. Na fuga, ainda de acordo com a Polícia Militar, a quadrilha incendiou uma das caminhonetes e abandonou o veículo no entrocamento das rodovias BR-364 e BR-174.  Na ocasião, eles libertaram os reféns na saída da cidade.

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