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Pastor acusado de estupro de criança sofre perseguição, diz advogado

Apóstolo Gianfranco e advogado de defesa Abadio

Diego Alves, no Midiamaxnews

O pastor de 45 anos, acusado de estuprar uma menina de dois anos no último dia 28 de outubro na cidade de Antônio João (402), sofre perseguição eclesiástica e política, argumenta o advogado de defesa Abadio Marques de Rezende. Já o apóstolo da igreja Ministério Força e Paz Gianfranco Ramires Fonseca, que prestava consultoria a igreja Batista da cidade e acolheu o pastor em Campo Grande, considera o pedido de prisão inconstitucional. Ele explica que o acusado não tem antecedentes criminais, possui residência fixa e está disposto a calaborar com as ivnestigações.

O acusado que era presidente do PDT e filiou-se ao PMDB, era um nome cotado como candidato para vice-prefeito nas próximas eleições municipais na cidade, segundo a defesa. Outro fator seria a de uma possível perseguição dentro da própria igreja onde o mesmo era pastor e presidente. No recinto religioso estaria ocorrendo insatisfações em relação ao grau de carisma e popularidade que ele alcançou em nove anos.

De acordo com Abadio Marques, na igreja também existiam membros do partido político, onde alguns inclusive teriam sido “demitidos” de alguns setores. Essas mesmas pessoas teriam envolvimento tanto na parte religiosa quanto política na cidade. Daí dentro de um possível jogo de interesse envolvendo o eclesiástico e a política, o pastor de 45 anos teria sofrido uma “armação”. A Comarca de Ponta Porã expediu um mandado de prisão e a Polinter (Delegacia Especializada de Polinter e Capturas) da Capital está responsável pela prisão. Na delegacia foi informado que o endereço apresentado em Campo Grande era falso, por isso o motivo na qual o pastor é considerado foragido. “Ele estava na minha casa e depois alugou outro local”, disse o apóstolo.

De acordo com o advogado que entrou com um pedido de Habeas Corpus, o mandando de prisão não foi baseado em uma prova material. “Como eu vou deixar meu cliente que não tem antecedentes criminais e que é inocente ser preso por um crime desses”.

Versões

De acordo com a família da criança, o acusado pegou a criança na casa da avó para passear de carro em torno de 40 a 45 minutos. A família afirma que a criança foi levada para a casa da avó, já o pastor conta que a deixou na casa da mãe. O acusado relatou que andou de 10 a 15 minutos com a criança no carro e depois a entregou na casa da mãe. A mãe desconfiou quando dava banho na menina que reclamou de dores nas partes íntimas.

De acordo com o advogado de defesa e o apóstolo, o pastor estava indo até a casa da mãe da criança para contar que teria conseguido um tratamento psiquiátrico para o pai da menina que teria pedido. Porém segundo Abadio Marques e Gianfranco Ramires o pastor foi até a casa da avó onde estava a menina. “Ele tomou tereré e perguntou se não queria que levasse a menina até a casa da mãe, onde foi deixada”. O primeiro resultado de exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã apontou vermelhidão no órgão genital. Como não houve rompimento do hímen, o advogado de defesa argumenta que a criança já estava com a inflamação já que não houve tempo suficiente de ocorrer uma grande inflamação no período de um dia até a realização dos exames. O advogado também informou que caso não saia a liberdade para responder o processo, o seu cliente se apresentará à polícia.

A diretoria do PMDB na cidade preferiu não se manifestar em relação ao assunto.

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