Caso Eulina: autor do assassinato ainda não foi apontado pela Justiça

Lívia Francez, no SeculoDiario.com

Nesta terça-feira (17) completa-se um ano do assassinato da advogada Eulina Maria Jaccoud Andrade, ocorrido em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e até o momento sem que se saiba quem foi o autor do crime. A advogada foi morta em seu apartamento por golpes de objeto cortante e nenhum objeto de valor foi levado. O último andamento do processo, da última sexta-feira (13), dá conta que uma petição foi protocolada no cartório da 1ª Vara Criminal do município e aguarda conclusão.

O trânsito do processo entre o Ministério Público, para vistas, e a 1ª Vara é constante desde abril de 2011, mas ainda assim não foram designados pela Justiça interrogatórios ou diligencias, e sequer foram indiciados os supostos autores. Apenas uma diligência foi designada e cumprida em curto espaço de tempo, como informa o jornal Fato, de Cachoeiro de Itapemirim. Após a diligência, o processo passou a transitar entre o Ministério Público e a 1ª Vara.

Durante as investigações, que duraram cerca de três meses, a empregada doméstica Siléia Ventura de Souza, que trabalhava na casa da advogada, chegou a ser presa sob a alegação de que teria dado depoimentos contraditórios com o objetivo de atrapalhar as investigações. Ela foi libertada depois de 12 dias por falta de provas.

Ainda em janeiro de 2011, mês do assassinato da advogada, vazou a informação de que o suposto autor do crime havia se entregado ao Ministério Público do Estado. O comentário na cidade era que o suposto assassino seria de uma família tradicional de Cachoeiro, assim como a vítima e, por isso, um crime de aparentemente fácil resolução estaria sendo investigado com mais parcimônia.

Os indícios de confissão deste suposto assassino foram abafados pela polícia e pela Justiça, culminando com a prisão de Siléia, que, segundo informações de moradores do município, trabalhava há seis anos com a advogada e era de total confiança dela.

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