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Líder do PCC, traficante Peixe-Raia é morto por policiais militares

Créditos: Reprodução/TV Tribuna
Peixe-Raia morreu ao chegar ao PS Central

De A Tribuna On-line

O traficante Carlos Alberto Aparecido Oliveira de Carvalho, conhecido como Peixe-Raia, foi morto por policiais militares na noite desta sexta-feira, no Caminho São Sebastião, na Vila Telma, em Santos. Conhecido por liderar o Primeiro Comando da Capital (PCC) na região, com Base no Morro São Bento, o criminoso já foi condenado a mais de 15 anos de prisão por homicídio, tráfico de drogas, roubo e lesão corporal. O histórico na Polícia Civil contém treze páginas.

Conforme registro do Centro de Operações da Polícia Militar da região, a ação dos soldados, ocorrida por volta das 19 horas, foi resultado de patrulhamento de rotina de uma equipe da Força Tática. Ao se aproximarem do local, conhecido pelo intenso e constante tráfico de drogas, os policiais foram alvos de disparos. Houve revide e, com a chegada de reforço, a situação foi controlada.

Em seguida, o traficante, de 39 anos, foi encontrado ferido dentro de um barraco. Com Peixe-Raia, os policiais localizaram uma pistola nove milímetros e porções de entorpecentes, como crack e maconha, prontas para serem vendidas. Em estado grave, ele foi levado para o Pronto Socorro Central da Cidade, onde morreu momentos depois de entrar na emergência. Devido ao combate com outros criminosos, a casa onde ele estava foi metralhada.

Histórico

Em junho de 2008, após trabalhos de monitoramento e investigação, descobriu-se a importância de Carlos Alberto para o tráfico de drogas em toda a Baixada Santista. Tido como líder do PCC, com base no Morro São Bento, ele comandava grupos de criminosos que atuavam em todas as Cidades da região, inclusive no litoral sul do Estado. Foragido da penitenciária de Getulina, em São Paulo, foi recapturado no dia 7 de junho daquele ano.

Denúncias levaram a Polícia Civil a iniciar uma série de operações especiais com o intuito de restabelecer o controle exercido pelo traficante. Promotores de Justiça do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) da Baixada Santista trabalharam em conjunto com os investigadores e conseguiram identificar ramificações deixados pelo criminoso em Mongaguá e Santos. Na ocasião, foram cumpridos aproximadamente 20 mandados de prisão.

Até a morte do traficante, ocorrida nesta sexta-feira, acreditava-se que ele permanecia preso. As circunstâncias da fuga ou liberdade provisória são desconhecidas e ainda apuradas. O caso está registrado no 5º Distrito Policial de Santos, responsável pela área, mas está sendo acompanhado pela unidade central, no Palácio da Polícia.

Em uma semana, dois líderes mortos

Na última terça-feira, o ex-presidiário Wagner Lúcio Delgado, o Wagner Trom, de 42 anos, foi executado a tiros também em Santos, na Favela Pantanal, no Saboó. O local era apontado como o seu reduto. Lá, ele havia comandado o tráfico de drogas junto com o pai, também falecido, José Cláudio Delgado.

Quando ainda não existia o Primeiro Comando da Capital (PCC) e, consequentemente, a facção criminosa não monopolizava o comércio de drogas, Wagner Trom e o pai chegaram a ser apontados pela polícia como uns dos principais traficantes da Cidade.

Eles chegaram a ser condenados por tráfico. José Cláudio era o presidente de honra do Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Acadêmicos Bandeirantes do Saboó.

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