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Caso Rachel Genofre: Três anos depois, nenhuma pista do assassino

Família reclama que negligência da coleta de provas na época atrapalhou toda a investigação

Da Redação do Bem Paraná

Hoje, às 19h30, a família de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre organiza uma missa em homenagem à menina, que estaria com 12 anos em 2011. Neste dia 3 de novembro completam três anos da morte de Rachel. Seu corpo foi encontrado dois dias depois em uma mala na Rodoviária de Curitiba com sinais de estrangulamento e violência sexual. Até hoje não se tem suspeita de quem possa ter cometido o crime. A missa que relembra Rachel acontece na igreja do Perpétuo Socorro, no Alto da Glória.

A homenagem também é uma forma de chamar a atenção e cobrar das autoridades a responsabilidade no caso. Segundo a tia de Rachel, Maria Carolina Lobo Oliveira, durante esses anos a investigação foi incansável. As denúncias foram apuradas, os indícios averiguados, no entanto, afirma que o problema não está na investigação, mas na negligência quando da descoberta do corpo.

“A questão central é a perda de todas as pistas do crime. O saco em que o corpo estava envolto foi jogado no lixo, a mala passou de mão em mão. Foram tantos os erros cometidos que não dá para considerar incompetência e sim negligência, isso dificulta — e muito — na busca de uma solução. Conquistamos um investigador exclusivo para o caso. O começo foi muito errado”, relembra Carol, em nota distribuída à imprensa. Ao longo destes anos, vários suspeitos foram apontados, mas todos foram descartados em relação ao crime contra Rachel.

Na Assembleia

Uma outra ação está prevista para a segunda-feira, quando a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) fará um pronunciamento em apoio à campanha da União Brasileira de Mulheres – seção Paraná (UBM-PR), pelo fim da violência contra a mulher. O objetivo é reivindicar políticas públicas para combater a violência contra as crianças e para que o Estado ampare as famílias vítimas da violência urbana.

A UBM-PR também fará outras ações. “Estamos organizando uma audiência com o secretário de Segurança Pública e a secretária de Justiça. Vamos fazer ainda uma manifestação na Conferência Estadual de Política Para Mulheres, nos dias 11 e 12 de novembro, para cobrar a responsabilidade do poder público em relação a esse crime brutal”, ressalta a coordenadora estadual da UBM, Gisele Schimidt.

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