Cinco irmãos continuam presos por suspeita de morte em templo

Do Rondoniagora.com
Cinco irmãos estão presos há um mês por serem os principais suspeitos do assassinato de Edvan Leitão da Costa, conhecido por Edvan Caçambeiro. Eles ficaram presos temporariamente, mas a partir desta quinta-feira, 20, passaram a ficar preso preventivamente. Os acusados são Raidiacleciano Cordeiro da Silva, Josalo Cordeiro da Silva, Ludenilson Bizerra da Silva, Raidialuz Cordeiro da Silva e Raimisaranlei Cordeiro da Silva. Eles tentaram relaxamento da prisão, mas no último dia 14 o juiz Enio Salvador Vaz da 2ª vara do tribunal do júri negou e manteve a prisão de todos.
De acordo com o delegado titular da delegacia de Homicídios, Márcio Moraes os investigadores da especializada levantaram provas suficientes e indícios fortes de que os irmão se associaram e mataram premeditadamente a vítima com requintes de crueldade. Um sexto irmão, Radialuz Cordeiro da Silva, foi o único que deixou a prisão, já que o delegado disse que juridicamente ele não tinha como pedir a prisão preventiva do suspeito, mas continua como suspeito para a polícia.
Edvan Caçambeiro teria sido seqüestrado, torturado e assassinado pelos irmãos no interior de um templo de uma seita dissidente da União do Vegetal fundada pelo pai dos suspeitos, Augusto Jerônimo da Silva, conhecido por Mestre Augusto e Augusto Queixada. Quando os irmãos foram presos, havia a informação de que a vítima também tinha sido esquartejada e queimada, mas esta informação não se confirmou. O corpo de Edvan continua desaparecido, e os suspeitos negam a autoria do crime.
A motivação para o assassinato seria vingança. Os filhos de Mestre Augusto não estavam satisfeitos com a justiça e nem com a polícia, eles entediam que o caso do assassinato do pai e inclusive as sete tentativas de homicídio sofridas pelo genitor, segundo contam, não estava sendo solucionado e que o verdadeiro autor de todos estes crimes continua solto e impune, por isto teriam resolvido fazer justiça com as próprias mãos.
A polícia tem muitas horas de escuta telefônica que confirmariam a participação e a existência do plano de matar Edvan, mas até o momento este conteúdo está sendo mantido em segredo de justiça. A investigação foi feita em conjunto pelas delegacias de homicídios e de patrimônios, eles foram presos nas vésperas do Natal do ano passado. A última vez que Edvam teria sido visto com vida foi no começo de setembro de 2010, no bairro Cidade Nova na zona Sul da Capital. O delegado tem dez dias para concluir o inquérito.

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