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Aumentam casos de leishmaniose visceral no CE

Dos 70 cães capturados em Juazeiro do Norte, 5% estão contaminados com a doença calazar

Elizângela Santos no Diário do Nordeste
JUAZEIRO DO NORTE – O registro de casos de leishmaniose visceral, considerada a mais perigosa, aumentou este ano, segundo dados Sistema de Informações de Agravos por Notificação (Sinan NET). Os números são repassados ao sistema por meio da Secretaria de Saúde do Município. A quantidade de casos é considerada preocupante pela Epidemiologia.
A doença é transmitida por meio de picada de inseto contaminado. Somente este ano já foram notificados no Município 51 casos da doença, 26 do tipo visceral. Ano passado, foram 76 casos de leishmaniose, com três óbitos registrados. No próximo ano, deverão ser iniciados testes no Ceará para a cura da leishmaniose canina, com vacinação que vem sendo desenvolvida na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado, por meio da Coordenadoria de Proteção e Promoção da Saúde, em 2009, foram confirmados 675 casos de leishmaniose visceral, com 16 óbitos. Este ano, já são 419 casos no Estado. Os dados de 2010 só vão ser fechado no próximo ano, mas o alto índice tem sido preocupante, na Capital e no interior, conforme o coordenador do setor, Manoel Fonseca Dias Neto.

Coleta de sangue

Essa realidade se traduz em preocupação também para trabalho que vem sendo executado na em Juazeiro. Um projeto junto ao Ministério da Saúde está sendo executado na cidade com dez agentes, nos principais bairros onde foram detectados casos da doença. São áreas urbanas, como o Bairro do Socorro, Franciscanos, João Cabral, Vila Três Marias e Pirajá.
Nove quarteirões de cada área são trabalhados. Foram encaminhados para o Laboratório Central (Lacen), dos primeiros bairros visitados pela equipe, coleta de sangue de 667 animais. A primeira remessa de resultados foram 19 casos positivos. Segundo a diretora do Centro de Zoonoses de Juazeiro do Norte, Ivânia Sandra, cerca de 70 animais são capturados a cada mês e pelo menos 5% desse grupo está contaminado.

Diminuição

Ela diz que é um número alto. Mas afirma que desde que foi criado o Centro na cidade, há cerca de 5 anos, que a captura tem diminuído. Quando o trabalho foi iniciado, mais de 150 cães chegavam a ser apreendidos mensalmente.
Ontem mesmo, alguns animais infectados estavam no local, já para serem encaminhados para eutanásia. A prática tem sido adotada pelo poder público, já que o coordenador Manoel Fonseca afirma que a cura nos animais ainda não é comprovada pela ciência.

Mais informações

Coordenadoria de Proteção e Promoção da Saúde: (85) 3101.5189/ Centro de Zoonoses de Juazeiro: (88) 3566. 4311
Incidência da Doença
Crianças são mais afetadas

Juazeiro do Norte. Outro dado preocupante sobre a leishmaniose é que a maior parte dos casos no Estado está entre crianças e adolescentes de até 14 anos, por estarem mais próximas dos animais. Para o coordenador Manoel Fonseca, esses números são altos e estão dentro de um histórico preocupante. Em 2002, eram 276 casos e o número evolui.

A doença, segundo ele, silenciosa, chega a matar mais que a dengue. Uma pessoa contaminada pelo inseto pode passar até seis meses até a aparecer os sintomas. Fonseca afirma que também é complicado combater o mosquito, que pode se reproduzir em qualquer lugar. A alternativa é fazer borrifação no lugar onde for detectado algum caso em humano.

O projeto direcionado ao combate em Juazeiro do Norte, por meio do Ministério da Saúde, prevê investimentos de R$ 100 mil. Das 667 coletas de animais encaminhadas, poderão surgir bem mais casos. A demora nos exames que são encaminhados para o Lacen, no Crato, é pela grande quantidade de exames da região.

Atualmente, o trabalho tem sido feito no Bairro São José. Todos os cães com sorologia positiva são encaminhados para o centro para serem sacrificados. A coordenadora da Epidemiologia de Juazeiro, Janielly Matos, ainda ressalta que mais dois casos da doença foram confirmados esta semana, mas ainda serão inseridos no Sinan.

A leishmaniose é uma doença provocada por parasita encontrado nos trópicos, subtrópicos e Europa meridional. Leishmaniose é causada por infecção pelos protozoários do gênero Leishmania, os quais se espalham por meio da picada de mosquitos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito palha ou birigui.

Há várias formas diferentes de leishmaniose, sendo que as mais comuns são a cutânea, que causa feridas na pele, e visceral, que afeta alguns órgãos internos como fígado e baço.

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