segunda-feira , 24 julho 2017
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Vendo voto a R$ 4,49 cada. Tenho 100 disponíveis

Imagem do Blog do Paulo Sérgio Carvalho - Jornalismo VerdadeNuma eleição passada estive com um deputado federal que tivera somente 14 votos em Peruíbe, e me perguntou ele o que eu poderia fazer por ele para aumentar esse número. Eu disse que poderia lhe arrumar uns 200 votos. Ele me perguntou quanto isso custaria, e eu respondi que não custaria nada. “Como nada?”, perguntou ele? E completou: “Nada disso! Eu vou lhe mandar alguma coisa, você vai ter despesa para me arrumar isso”.

Ele terminou me mandando R$ 5.000 incluindo o da despesa para o dia da eleição. E acabou subindo de 14 para 120 votos. Embora quase 10 vezes mais que o que tivera na eleição anterior, estava bem abaixo dos 200 que eu prometera “sem custar nada”; e ele, afinal, me mandou “alguma” coisa; logo, tinha eu obrigação de ter arrumado bem mais do que 200 votos.

Liguei para ele para parabeniza-lo pela vitória, e lhe propus devolver o todo ou parte dos R$ 5.000 que mandara, já que não havia logrado êxito no que lhe prometera. E ele foi peremptório: “Velho, você não sabe o valor do voto! Se você soubesse o valor do voto, não estaria me propondo devolver o dinheiro”.

Embora eu soubesse desde muito que uma campanha política não se faz sem o mínimo de dinheiro, que um candidato a prefeito (ou prefeita) de Peruíbe gasta ai em torno de dois milhões para ter seus 20.000 votos, o que faz um voto custar algo em torno de R$ 100,00, e que um candidato a vereador precisa gastar também e proporcionalmente R$ 100 mil para poder pensar em alcançar a casa dos mil votos, embora soubesse disso, a lição do experiente deputado foi suficiente para compreender esta verdade verdadeira (com o perdão da redundância): sem dinheiro não se faz campanha; sem dinheiro não se tem voto; sem dinheiro, não se pode sequer pensar em ganhar a eleição.

Doações

Nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, quando o eleitor decide ir às urnas, vai por puro prazer. Ele não vende o voto, mas abraça a campanha do seu candidato, e investe pessoalmente nela. Tudo o que ele passa a usar durante a campanha – e usa com bastante orgulho – desde o boné, camiseta, bottoms, até calções e sandálias estilizadas ele compra! Sim! O eleitor faz questão de contribuir para a campanha do seu candidato comprando qualquer mimo, qualquer lembrança, por porcaria que seja, por um dólar que custe, para ostentar para os seus vizinhos e amigos que está com aquele candidato e pronto! Tudo sem medo, sem receio, dentro do maior respeito pelo livre arbítrio de se escolher quem quer se apoiar. Lá em assim: a democracia (governo do povo, para o povo, pelo povo) acima de tudo.

No Brasil, bem… você já sabe. No Brasil um voto custa bastante, e o eleitor não contribui em nada, a não ser com o voto que, mesmo aquele “comprado” pelo preço de uma promessa de emprego, pelo valor de um caminhão de aterro, de alguns blocos ou sacos de cimento, pelo que custa uma cesta básica ou uma dentadura, mesmo este não é garantido que venha a ser seu. E aqui vale a máxima da mulher que traiu o marido, separou-se dele e propôs morar com outro: “Se ela fez com ele, vai fazer comigo exatamente igual”.

No contrapé da fila interminável – e, como disse nunca confiável – de pedintes em tempos eleitorais, está a dificuldade para se arrumar o dinheiro para saciar a fome e a sede do povo brasileiro que, sob a desculpa da miséria e do descaso histórico, teima em continuar – e até em gostar – de ser desavergonhado. Ah, se o nosso povo tivesse ouvido Luiz Gonzaga: “Mas doutor uma esmola, a um homem que é são; ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão…” Viciou, com certeza.

Mas, e agora? Como conseguir dinheiro para isso? Pois é. Tenho para mim que, na mesma proporção em que aumenta a fila dos pedintes eleitorais, diminui a fila dos contribuintes eleitorais.

Houve tempo em que era mais fácil arrumar os chamados “financiadores de campanhas”, empresários, amigos, gente que não sabe lá muito que fazer com o dinheirinho que tem guardado, e resolve doar para este ou aquele candidato, seja por interesse ou por diletância, ou pelo prazer de ver o circo esquentar, pegar fogo. Dia destes um coordenador político de Peruíbe me confidenciou que “até parece que esse pessoal resolveu viajar todos de uma vez”, para dizer que até quem prometeu dar algum dinheirinho, fugiu, escafedeu-se.

Internet e redes sociais como alternativas

Uma saída para esta situação vexatória – dizem três ditados que “sabiá come pimenta porque sabe a cloaca que tem”, e “quem não tem cão caça com gato”, e ainda “quem está na chuva é para se molhar” – a melhor saída talvez seja mesmo a internet.

“Ah, mas o povão não tem acesso à internet!”. Mentira! Todo mundo hoje tem acesso à internet, seja direta ou indiretamente, seja por computador de casa ou pelo computador da lan house, e até mesmo através daquele celular shing-ling que você não pagou nem cem reais por ele.

Não há uma só família hoje na qual pelo menos uma pessoa – um filho, filha, sobrinho, sobrinha, neto, afilhado – não tenha e-mail, perfil no Facebook, no Orkut ou no Twitter! Basta ver que o Brasil talvez seja o único país do planeta onde tem mais celular ativo que o número de habitantes! Duvida? Dê uma olhadela ai na calçada em frente de sua casa ou de seu comércio: se em cinco minutos não passar uma menina com dois celulares nos bolsos da calça jeans apertada, eu deixo de me chamar Washington!

Quem acessa as redes sociais, principalmente Facebook e Twitter, com alguma frequência já aprendeu também que a internet será – nesta eleição e daqui para frente – uma fonte formadora de opinião de tremendo impacto no resultado das eleições. Em palavras mais cruéis eu arriscaria a dizer que quem não está na rede, além de não ser peixe, está fora do páreo e não tem a mínima chance de se eleger.

E, por paradoxal que possa parecer, o acesso à rede mundial de computadores, além de ser uma coisa absolutamente democrática, que oferece acesso a qualquer um (até mesmo para analfabetos e portadores de necessidade especiais), é uma alternativa extremamente barata. Para o que ela pode oferecer para você de retorno, eu diria que é de graça!

Eu venho oferecendo aqui um site para os candidatos (veja aqui) totalmente integrado às redes sociais, prontinho para o candidato apenas atualizar com suas mensagens, fotos, vídeos e o que mais quiser publicar nele por um preço ridículo: R$ 449,00. Este preço vale para pedidos a partir deste 1º de agosto. Se fechar hoje, ainda faço com desconto, e sair por R$ 390.

E aqui está o segredo do voto a R$ 4,49 que estou oferecendo para você no título deste artigo. Sim, porque eu afirmo para você ser absolutamente impossível que este site não lhe traga pelo menos 100 votos se você o usar direitinho. Eu falo porque tenho quase 7.000 seguidores no Twitter, e perto de 1.500 amigos no Facebook. São 8.500 pessoas que estão atentas ao que eu escrevo em meu blogue e à minha opinião exarada nas redes sociais. Se eu fosse candidato, você duvida que eu tivesse pelo menos 100 votos?

Então é isso: com esse site que estou oferecendo para você eu posso garantir que você terá pelo menos 100 votos de retorno por este investimento extremamente barato de R$ 449, que você pode pagar com seu cartão de crédito em até 18 vezes.

Lógico que não serão 100 votos que vão elegê-lo vereador. Você vai precisar de mais. Mas a possibilidade da internet é infinita, e 100 votos podem fazer a diferença entre o estar e o não estar eleito. Claro que você também não vai deixar de fazer o seu trabalho de campo, visitando, levando sua mensagem e propostas de porta em porta, solicitando apoio dos amigos, vizinhos e parentes.

Eu estou pensando no custo/benefício. Se lhe falta R$ 100.000,00 para você buscar mil votos lá na rua, quem sabe você não teria R$ 449 para arriscar ter pelo menos 100 votos, e quem sabe mesmo os mil votos para se garantir como candidato eleito.

Então, aproveite. Eu estou oferecendo para você a possibilidade de pelo menos 100 votos por R$ 449. E se fechar hoje, paga só R$ 390. Agora é com você. Acesse já! Não deixe para amanhã: clique aqui, ou escreva para mim, clicando no meu nome abaixo.

Ah, sim. Não atendo só Peruíbe, não! Tenho condições de atender qualquer candidato do Brasil.

Abraços, e boa sorte em sua campanha

Washington Luiz de Paula

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